quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Tatuagem Literária: Harry Potter

Estou morrendo de vontade de fazer uma tatuagem e fiz uma pesquisa por tatuagem literárias, já escolhi a minha, logo faço e posto foto. (não é nenhuma dessas, mas vais ser linda *___*)
Escolhi essas do Harry Potter para abrir a galeria.
E aí, preparados?



Via: Pinterest

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Resenha: Deixe a Neve Cair






Livro: Deixe a Neve Cair – 336 páginas
Autores: John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle
Editora: Rocco Jovens Leitores



O livro é uma coletânea de 3 contos de autores diferentes, o único que eu já conhecia era John Green, e ainda assim foi o primeiro livro que eu li dele.

A história do livro se passa durante uma nevasca na véspera e no dia do natal, que acaba mexendo com a vida de muitas pessoas, promovendo encontros, desencontros e aventuras inimagináveis.
O livro fala principalmente de esperança, cada linha é recheada de recomeços e segundas chances

E apesar de cada história ter um personagem principal diferente, as histórias se completam, se cruzam e confesso muitas vezes emocionam.

O primeiro conto: O Expresso Jubileu (Maureen Johnson) É a história de Jubileu, uma garota divertida, que tinha o natal bem programado, mas que por causa de uma confusão, acaba num trem e quando este fica preso acaba entrando em algumas aventuras, descobrindo algumas coisas sobre si mesma e sobre sua vida amorosa que não é tão perfeita quanto parece, è de longe o conto mais divertido, Jubileu é muito engraçada e carismática. As situações são fofas e a torcida por um final feliz era bem forte.



O segundo conto: O Milagre da Torcida de Natal(John Green) Uma disputa para quem chega primeiro, Tobin e seus amigos embarcam numa aventura em meio a neve, para fazer companhia para as líderes de torcida que desceram do trem, e estão passando um tempo numa lanchonete. O começo foi uma leitura um pouco difícil para mim, e estava crente que eu não ia gostar da escrita de John Green (o que seria horrível, já que ouço tão bem dos livros dele) Mas a história desenrolou de uma maneira bem satisfatória, e eu gostei muito do final (principalmente do final,  JP, ri muito.)





O terceiro conto: O Santo padroeiro dos porcos (Lauren Myracle) Foi um pouco menos romântico, tratou mais do crescimento da protagonista,
Addie é uma garota que vive em crise, e depois de cometer um erro tem que lidar com que as pessoas pensam dela, sua aventura é trazer o Gabriel (o porco, não o anjo) até sua amiga, e provar que não é egoísta, e essa tarefa que parece fácil, acaba fazendo com que ela entre em contato não só consigo mesma mas também com pessoas que passaram pela sua vida, agora lançando um novo olhar sobre elas. Addie só quer uma segunda chance, ainda que acredite que não mereça.


Recomendo para quem quer uma leitura fácil e rápida, sendo ao mesmo tempo sensível e cheia de milagres de natal.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Resenha: Fahrenheit 451





Livro:  Fahrenheit 451 – 216 páginas
Autor: Ray Bradbury
Editora: Editora Globo

Essa resenha faz parte do desafio literário 2013, mês de Novembro, tema: livros Banidos.

Escolhi esse livro, por que fiz um teste intitulado que livro de ficção científica você seria, o meu resultado foi esse:


Quem quiser fazer o teste: AQUI

 E como ele foi banido, achei que ele seria perfeito para esse mês

“ Fahrenheit 451 ” – Ray Bradbury publicou o romance, em 1953, narrando uma sociedade em que um governo totalitário mandava queimar todos os livros do mundo. Ironicamente, esse foi mesmo o destino de alguns exemplares de “Fahrenheit 451”. Desde a época do lançamento até hoje, o título figura na lista de livros banidos em algumas bibliotecas do mundo por fazer referência ao consumo de drogas e violência. “ Daqui

Devo começar falando que minhas expectativas eram bem altas, ao mesmo tempo em que eu não conhecia quase nada da história, aliados esses dois fatores resultaram numa sensação muito esquisita enquanto eu lia. Ao mesmo tempo em que eu achava interessante eu percebia que nada desenrolava como eu havia imaginado. O resultado foi positivo por que aconteceu uma quebra de linha de pensamento que me levou por caminhos que eu não imaginava.

Guy montag é um bombeiro, que depois de conhecer uma garota interessante e curiosa se encontra em uma encruzilhada, as decisões que toma levam sua vida para um desfecho inesperado. Tomar uma decisão profunda num mundo superficial o leva por um caminho extremamente perigoso, mas que se torna ironicamente sua salvação.

Suas ações, partem da única decisão de não ser mais o mesmo, de não ser mais um no meio de uma multidão ora mergulhada na inércia do tédio, ora irada, atravessando sem rumo, e provocando atos violentos e insanos.

Ser um leitor, tanto para Guy quanto para qualquer um de nós, é mais do que traduzir formas
Um dos momentos mais angustiantes, me identifiquei.
impressas em palavras, é transpassar as ideias de um autor para sentimentos e ações pessoais. É conhecer mundos diferentes que vivemos e ao mesmo tempo criar uma bagagem única.

O livro é interessante, a crítica é muito atual, num mundo dominado por BBBs e afins, com jornalismo imparcial e alienador, e uma mídia que entorpece ( A gente vê por aqui.). Um livro é capaz de mudar, instigar, assim como aconteceu com Montag.

O caminho por onde trilham as linhas de um livro nos levam a uma jornada sem volta por nossas próprias percepções do mundo. Enquanto a TV é unilateral, o livro é um diálogo entre o autor e nossas vivências.

“É o belo lado da morte, quando não há nada a perder, aceita-se correr todos os riscos”

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Resenha: Uma vida sem limites



Livro: Uma vida sem limites – 264 páginas
Autor: Nick Vujicic
Editora: Novo Conceito

Essa resenha faz parte do Desafio Literário 2013, mês de outubro, tema superação.

Ler esse livro foi surpreendente, a superação de Nick é visível, mas a sua plenitude, sua doação integral ao escrever esse livro, isso eu não esperava.

O livro é bem religioso, afinal Nick é um missionário, e isso me incomodou um pouco (mas só um pouquinho), mas as colocações de Nick a respeito do quanto podemos fazer, do quanto nossas limitações não tem realmente o poder de nos limitar, é incrível.

Ele é tão sincero, ele não foca só nas suas vitórias, ele fala das suas dificuldades de forma muito
generosa com quem o está lendo. E isso é incrível, pois comecei a ler esperando saber sobre sua superação em relação à falta de membros, e li sua superação interna, sua superação em ser autossuficiente é extraordinária, mas a superação em não ser só autossuficiente, mas em ser a mudança que ele deseja no mundo é inspiradora.

O livro contém trechos muito engraçados, como as pegadinhas feitas com o Nick e sua pequena gangue de primos, e depois com seus acompanhantes de viagem e palestras, desde assustar pessoas em shopping a assustar pessoas em aviões, além é claro de uma pequena excursão pela esteira de bagagem, e uma narração corajosa de sua participação numa briga escolar, dá pra sentir a energia do Nick através das folhas, sua mensagem é clara, ele veio para viver, se divertir, e iluminar o máximo de pessoas possíveis.

Fica nítido a sua facilidade com as palavras, seu talento em transformar letras em sentimento é emocionante. O livro consegue ser engraçado, divertido, corajoso, profundo, honesto. Não abusa das particularidades de Nick para arrancar lágrimas, mas elas vem fácil, algumas horas imaginando a dor de ser diferente, outras celebrando a alegria de “realmente” ser diferente.

“Você é responsável por seu próprio sucesso (…) Acredite no valor que você tem neste mundo. Se você não se sentir digno de ter asas, jamais vai tirar os pés do chão”

Esse não está no livro, mas resume muito bem a energia e sabedoria de Nick :
“Não há sentido em ser completo do lado de fora quando se está quebrado no interior.”

Ansiosa para ler o segundo livro do autor.

Para quem quer conhecer mais sobre o Nick

Vídeo de sua palestra: Aqui, Aqui e Aqui
Um pouco sobre seu segundo livro: Aqui ( o titulo nacional é Indomável)

E uma foto linda da sua família, e sim ele sabe que é bonitão <3 !!!



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A viagem do Elefante





Livro: A viagem do Elefante – 256 páginas
Autor José Saramago
Editora: Companhia das letras

Essa resenha faz parte do desafio literário mês de setembro, tema: Autores portugueses contemporâneos

Minha primeira intenção foi ler Ensaio sobre a Cegueira, que já vi o filme e adorei, mas por diversos motivos, não consegui : (

Também achei interessante a ideia de ler outro autor um pouco mais desconhecido, mas em cima da hora foi complicado, além de eu não conhecer muito da literatura portuguesa atual., então acabei escolhendo ler A Viagem do Elefante, e não me arrependi.

O livro conta a história do elefante Salomão e de seu cornaca Subhro, o paquiderme é dado de presente ao arquiduque Maximiliano pelo rei português Don João III.
E para que o presentado receba seu presente, é necessário que empreendam uma longa viagem, atravessando Portugal, Espanha, França e Itália.

Bem essa é a viagem do elefante, em uma época em que os meios de locomoção eram cansativos e
“Ter de pagar pelos próprios sonhos deve ser o pior dos pesadelos”
demorados, e as viagens muitas vezes eram feitas á pé, parte-se de Portugal uma comitiva, com um elefante e tudo o que um elefante pode precisar, fardos de alimento e tonéis de água.

O elefante é um personagem que embora sem voz, é carismático e nos toca o coração e a imaginação, quase dá para sentir a admiração de todos os que cruzam seu caminho nessa longa viagem.

E o seu cornaca Subhro, aquele a quem mais acompanhamos e conhecemos seus pensamentos, temores, incertezas, sua boa sorte e sua má sorte, é um personagem tão real, verdadeiro que custa a acreditar que seja só um personagem (ainda que a história seja real, realmente um elefante foi presenteado e realmente empreendeu-se tal viagem, esse é um romance de como tal poderia ter se sucedido)

Distância: 2.301,71 Km
A viagem conta com uma quase grande batalha, uma dor de barriga como um fato de grande importância ainda que acontecendo tardiamente, uma despedida emocionante, padres exigindo milagres elefantinos e claro por que não, um cornaca se aproveitando de sua fama e de seu paquiderme para vender tônicos capilares.

O livro é bem construído, como o li em português de Portugal, só consegui me familiarizar perfeitamente com a leitura na metade final do livro, que sem dúvida foi a parte mais poética, que contém, partes em que Saramago nos presenteia, não com um elefante rsrs, que seria por demais em preencher minha pobre casa, mas com descrições ou divagações sobre a falta de descrições que preencheram meu coração, me unindo aos personagens de maneira única e indescritível,

O livro ainda traz alguns temas interessantes, como o desespero da igreja católica com o protestantismo de Martinho a lhes bater à porta, com a diferença entre aqueles que nasceram para reinar e aqueles que nasceram para servir, tanto nas ideias díspares como presentar paquidermes, quanto em mudar não só o nome do animal quanto de seu cuidador, sendo estes batizados posteriormente, como Solimão e Fritz contra suas vontades.

Recomendo com certeza e estou ainda lerei muitos outros livros do autor que conta com uma bibliografia extensa e famosa por sua visão crítica.

Imagens via Google