Mostrando postagens com marcador Não-ficção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Não-ficção. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Resenha: Uma vida sem limites



Livro: Uma vida sem limites – 264 páginas
Autor: Nick Vujicic
Editora: Novo Conceito

Essa resenha faz parte do Desafio Literário 2013, mês de outubro, tema superação.

Ler esse livro foi surpreendente, a superação de Nick é visível, mas a sua plenitude, sua doação integral ao escrever esse livro, isso eu não esperava.

O livro é bem religioso, afinal Nick é um missionário, e isso me incomodou um pouco (mas só um pouquinho), mas as colocações de Nick a respeito do quanto podemos fazer, do quanto nossas limitações não tem realmente o poder de nos limitar, é incrível.

Ele é tão sincero, ele não foca só nas suas vitórias, ele fala das suas dificuldades de forma muito
generosa com quem o está lendo. E isso é incrível, pois comecei a ler esperando saber sobre sua superação em relação à falta de membros, e li sua superação interna, sua superação em ser autossuficiente é extraordinária, mas a superação em não ser só autossuficiente, mas em ser a mudança que ele deseja no mundo é inspiradora.

O livro contém trechos muito engraçados, como as pegadinhas feitas com o Nick e sua pequena gangue de primos, e depois com seus acompanhantes de viagem e palestras, desde assustar pessoas em shopping a assustar pessoas em aviões, além é claro de uma pequena excursão pela esteira de bagagem, e uma narração corajosa de sua participação numa briga escolar, dá pra sentir a energia do Nick através das folhas, sua mensagem é clara, ele veio para viver, se divertir, e iluminar o máximo de pessoas possíveis.

Fica nítido a sua facilidade com as palavras, seu talento em transformar letras em sentimento é emocionante. O livro consegue ser engraçado, divertido, corajoso, profundo, honesto. Não abusa das particularidades de Nick para arrancar lágrimas, mas elas vem fácil, algumas horas imaginando a dor de ser diferente, outras celebrando a alegria de “realmente” ser diferente.

“Você é responsável por seu próprio sucesso (…) Acredite no valor que você tem neste mundo. Se você não se sentir digno de ter asas, jamais vai tirar os pés do chão”

Esse não está no livro, mas resume muito bem a energia e sabedoria de Nick :
“Não há sentido em ser completo do lado de fora quando se está quebrado no interior.”

Ansiosa para ler o segundo livro do autor.

Para quem quer conhecer mais sobre o Nick

Vídeo de sua palestra: AquiAqui e Aqui
Um pouco sobre seu segundo livro: Aqui ( o titulo nacional é Indomável)

E uma foto linda da sua família, e sim ele sabe que é bonitão <3 !!!



terça-feira, 4 de junho de 2013

Mística feminina



Livro: Mística Feminina -325 páginas
Autora: Betty Friedan
Editora: Vozes Limitada

Essa resenha faz parte do desafio literário 2013, mês de Maio, um livro citado em um filme. O livro Mística Feminina foi citado no filme Dez coisas que odeio em você filme com o lindo e talentoso, Heath Ledger que nos deixou cedo demais (A protagonista pede o livro em questão para o rapaz, depois de uma briga, quando ele a persegue numa livraria), 

O livro foi escrito como um grito de libertação. A autora expressa sua insatisfação frente a uma corrente de pensamento que reduz a mulher somente a seu papel biológico e matrimonial, tirando delas a chance de ter todo o seu potencial explorado.
Ela aborda o “problema sem nome”, que é um certo sentimento que assola as jovens mães americanas daquele período da história americana, mas que ainda hoje é sentido em todo mundo. Inclusive por esta que vos escreve. É o sentimento de que algo está errado, que algo nessa vida perfeita de esposa e mãe está faltando ainda que não se saiba bem o quê.
Para a autora, logo após a revolução feminista do início do século passado houve uma grande onda que tentou trazer as mulheres para o ambiente doméstico dessa vez concedendo-lhe ares de “um grande feito” ora, criar um ambiente saudável para seus maridos e filhos, alimentá-los, vesti-los, lhe proporcionar uma base para que estes, estes sim que nasceram homens possam fazer grandes coisas no mundo, poderia ser algo prejudicial, ou, ainda menor como vocação? A mística feminina diz que isso é o papel da mulher e que ela deveria se sentir orgulhosa de fazer parte desse processo, ainda que escondida nos bastidores, mas a autora (e outras feministas) dizem que não, que a mulher pode ser mais, pode participar do mundo, tomar decisões, ter ma carreira, e se dedicar a transformar a sociedade.

Eu gostei do livro, apesar de não estar acostumada com o tom acadêmico do mesmo, como muitas das mulheres que conheço não terminei os estudos, e isso foi uma das coisas que me tocaram nesse livro. 
Não acho que ser dona de casa seja uma coisa ruim, o sou com orgulho (se não por escolha pelo menos com vontade de fazer o melhor que posso)mas com certeza sinto que eu poderia fazer mais.  Que desistir de seguir em frente numa carreira acadêmica,não foi uma coisa realmente necessária, era,  na verdade, uma escolha possível, que me traria realização pessoal que deveria ter sido incentivada.
Recomendo muito, para todos, nos faz refletir sobre como o tempo passa,  a posição da mulher na sociedade ora avança, ora recua.

Amei esse trecho:

“No decorrer de sua vida essas mulheres transformaram a imagem que justificava a degradação feminina. Numa reunião, enquanto os homens zombavam da ideia de confiar o voto a mulheres tão indefesas que precisavam de ajuda para subir a uma carruagem ou 
saltar sobre uma poça de lama, uma orgulhosa feminista chamada Sojourner Truth ergueu seu negro braço: 
"Olhem para meu braço! Cavei, plantei, colhi... e não sou mulher? Era capaz de trabalhar e comer tanto quanto um homem — depois que consegui isto — e também suportar o açoite... Tive treze filhos e vi a maioria vendidos como escravos. E quando chorei pela dor que já foi a de minha mãe, ninguém senão Jesus me ajudou — e não sou mulher?"

Quem quiser baixar gratuitamente: AQUI




terça-feira, 12 de março de 2013

Um Leão Chamado Christian




Livro: Um leão chamado Christian  Páginas: 224 

Autores: Anthony Bourke e John Rendall

Editora: Nova Fronteira


Esse livro conta a história de dois amigos que acabam comprando um filhote de leão em plena Londres. Coisa que hoje em dia não seria possível. Espero.
O leão Christian acaba morando por um tempo no porão e no segundo andar de uma loja de móveis e acaba chamando bastante atenção.Sendo entrevistado, conhecendo gente famosa e etc.
Os amigos sabem que a permanência de Christian com eles deve ser curta e lutam para que ele tenha um bom futuro sendo reintegrado a selva, ato feito por George adamson.
Esse livro ganhou grande repercussão após o vídeo em que eles se reencontram com o leão, já reintegrado à selva africana caiu no youtube. Fazia um ano em que eles não se viam, mas o leão simplesmente não se esqueceu deles e a recepção foi bem calorosa como podem ver AQUI.
O livro é muito interessante, uma história real mas com um toque surreal. É muito difícil não se apaixonar por Christian, tanto pela narrativa quanto pelas inúmeras fotos distribuídas pelo livro.
É emocionante e gratificante a preocupação dos jovens em lutar para que Christian tivesse um futuro digno.
Ficou claro na narrativa também a gratidão dos rapazes a todos os que os ajudaram a cuidar de Christian, e principalmente o afeto que eles dedicavam à aquele que possibilitou o retorno de leão a África, George Adamson, que com amigos fundou a Associação de George Adamson para a Preservação da Vida Selvagem.
Não indico para quem espera uma narrativa tipo Marley e Eu, que foi o que eu esperava. Quer dizer, não é que eu não indique o livro, não indico esperar uma narrativa “água com açúcar ”
A narrativa do livro é pouco emocionante nesse sentido, a forma em que ele foi escrito não me envolveu, é quase como se fosse um diário de fatos. Ele não é fluido, não tem diálogos, ou seja ele não te prende pela emoção. O que eu quero dizer é que, essa história emocionante, escrita de outra maneira, teria feito eu me afogar em lágrimas. Nessa narrativa, por falta de outro adjetivo, seca, embora emocionada e gostando imensamente da história, não chorei nenhuma lágrima.
 Não que isso desvalorize o livro, de forma alguma, só que eu gostaria de uma outra versão menos biográfica e mais visceral.
Um das partes que mais gostei, e que foi escrita com um humor doce foi essa, que me parece comparar a educação de um leão ao de uma criança (talvez adotada), achei bem fofo:

Não contamos a Christian que ele era um leão. Achávamos que essa informação só levaria a um lamentável comportamento de leão. Evitávamos usar a palavra leão na frente dele, mas ocasionalmente tínhamos que soletrar L-E-Ã-O para as pessoas que pensavam que Christian era um leopardo por causa das pintas (...) E como possivelmente há mais estátuas de leões em Londres do que leões vivos na África, decidimos contar-lhe a verdade antes que descobrisse por conta própria e fizesse perguntas difíceis.” (pág 49)

Realmente recomendo, a história desses três rapazes (dois humanos e um leão) nos faz pensar em nossas relações com nossos animais e com os animais que deveriam viver livres. O quanto uma prisão, ainda que bem cuidada e cercada de amor, ainda é uma prisão.
E que amar também é deixar partir.

Os autores


Ace Bourke , nasceu em Sydney, em 1946. Tornou-se um dos principais curadores de artes da Austrália, sendo pioneiro em arte aborígine e especialista em arte colonial.




John Rendall é australiano e divide seu tempo entre aLondres e Sydney. Trabalha com relações públicas em turismo, concentrando-se em projetos de preservação, hospedagens e reservas ambientais na África

As imagens deste post foram retiradas do google, as fotos abaixo são do Parque Taronga, parque ecológico citado no livro.Para quem quiser saber mais AQUI.





terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Riso Inteligente


Autores: Ivan Baroni, 
Luiz Fernando Giolo
 Paulo Pourrat. 
Ilustração de Carlos Ruas
Comprei piadas nerds na onda da série The Big Bang Theory, que eu adoro e na qual sempre acaba aparecendo piadas mais “complexas”, principalmente na primeira temporada, na ânsia de algo mais criativo e inteligente que as piadas tradicionais me arrisquei a mergulhar nesse livro.
Fiquei surpresa ao saber que é um livro nacional, e que um dos escritores é de uma cidade vizinha, aqui do interior de São Paulo.
Bem, confesso que algumas piadas não eram do meu nível, estavam lá bem além do que eu conheço das matérias citadas, outras eram bem mais simplórias do que esperava, mas não posso negar que a cada piada entendida eu me sentia um pouco ou muito mais inteligente, e sim, é uma boa sensação.
A maioria das piadas é realmente inédita, ao contrário da maioria de livros de piadas que já li. E isso por si só é um bom diferencial.
Adorei as citações ao Mochileiro das Galáxias, que é uma série que eu adoro.
E destaco a introdução do tema matemática, escrita com um humor leve e bem elaborado, assinado por Marcos Castro
Muitos dizem que matemática na escola não serve para nada. Besteira. Outro dia mesmo precisei resolver uma equação de segundo grau no supermercado para otimizar o volume utilizado no carrinho de compras.” (pág 32)
Outro ponto forte é o calendário Nerd, que achei bem criativo.
Festa junina
Para o nerd é pretexto para fazer cosplay de Chico Bento” (pág 28)
Ponto fraco: Aliás, a minha única decepção com o livro, uma piada com estupro. : ( Não acho engraçado e não acho que qualquer pessoa com bom senso deveria deixar passar essa piada (?), e permitir que esta fosse impressa.(Ainda mais num livro tão diferente e inovador).
Esta bem no fim do livro ainda assim tive que me segurar para não jogar o livro de lado, e nem sequer terminar de lê-lo.
Pra quem quer entender minha revolta, tem esses textos esclarecedores AQUI e AQUI. E esse relato ficcional, um pouco forte, mas extremamente verdadeiro AQUI. E esse VÍDEO.
Apesar disso, achei divertido, ideal para leituras rápidas, como em filas e salas de espera. E para dar algumas gargalhadas e por que não um sorriso de superioridade ao entender uma piada de física, ou química.

Os autores:

Se conheceram na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Ivan Baroni: estatística, não gosta de Comic Sans, rifas e autoajuda.
Luiz Fernando Giolo alves, matemática, não gosta de futebol (real e virtual)água fria e os demais comerciais.
Paulo “Polé” Pourrat, estatística, não gosta de programas vespertinos, fanatismo esportivos e SMS de operadoras

Fonte: Livro, imagens do Google.
As imagens contidas nesse post são de piadas encontradas no livro, mas não são as que ilustram o livro .


Um assunto que interessa a todos nós, leitorxs vorazes, e que também incomoda, e muito, é o preço dos livros, umx leitorx consciente, criou uma espécie de abaixo-assinado para que haja uma diminuição de impostos e que o preço dos livros caia, facilitando o acesso à cultura. Quem se interessar em participar dessa iniciativa, recomendo esse post de um blog que eu adoro, em que tudo é bem explicadinho e com o link para assinar.



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Ironia bem amarga


Autor: Toni de La Torre
Editora: Lua de papel

Um livro de auto-ajuda ao contrário.
Como grande fã do House eu pairei entre dois extremos por boa parte do livro, ora eu pensava “ Ele é bem assim mesmo” e ora o defendia “ Nossa, o House não é tão mau assim.”
O começo é bem interessante, o humor altamente irônico diverte, mas lá pelo meio, a coisa engessa um pouco, cansa ficar filtrando aquela ironia toda, é como ler um livro inteiro e ter que o reler ao contrário mentalmente.
O final parece retomar a graça inicial e a leitura flui.
O livro é cheio de conselhos estapafúrdios (alguém ainda usa essa palavra?) como esse:

“Tente se destruir cada vez mais a cada dia e despreze os esforços dela, a fim de arrastá-la com você para o abismo. Desse modo, fará com que ela participe e dependa da sua dor.”(pág 65)

Com isso já se tem uma ideia do que esperar do livro.

Os maiores pontos altos são as cenas transcritas do House, foram bem escolhidas e ilustram perfeitamente os assuntos abordados, além de altamente divertidas por si só (poderia ser um livro só com pequenas cenas transcritas e ainda assim eu iria amar: )

“Dr Foremam: Você é viciado em conflitos.
Dr House: (olhando para o seu vicodin.)Mudaram o nome?” (pág 142)

Indicado, obviamente para fãs do mestre House, para quem gosta de leituras rápidas, e para amargurados de plantão.
A diagramação do livro não foi perfeita, visto que é diferente em algumas páginas sem nenhuma razão aparente, e possui erros de revisão.
A ideia é original, e é fácil identificar algumas posturas amargas que a maioria de nós assume, sem nem mesmo darmos conta. E como sátira dos livros de auto-ajuda convencionais está perfeito, afinal nada traz mais infelicidade do que a busca pela felicidade, então, seja amargo e seja feliz.

O Autor: 

Toni de La Torre escreveu mais 4 livros: Decifrando El Misterio de Perdidos, Lãs Series Que No Me Dejan Dormir, Técnicas para ligar friends e Be Water My Frien








Fonte: Amazon, facebook, Imagens tiradas do Google.