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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Quotes Nacionais - Selo das despedidas



Livro: Selo das despedidas – 255 páginas
Editora: Bluhm

Comprei esse livro bem barato, numa feira do livro, quando ainda morava em Poços de Caldas, já o li e reli algumas vezes. Os quotes são ótimos, são fortes assim como os personagens e a história dessa mulheres tão cotidianas e tão reais.

“(...) mas o vigário viu-lhe insubordinação no brilho dos seus olhos. Era das que preferem se expressar a ser feliz”

“O que era a morte por gás senão o símbolo da vida de quem não conseguira respirar?”

“Veem a realidade o tempo todo, com todos os detalhes e, talvez por isso são tão queixosas”

“(...) Roía, literalmente as unhas, medindo o vazio do ventre, da casa, do mundo.”

“De que jeito um homem fraco pode quebrar sua filha forte, inclinada a rebeldia? Papai não sabe ainda, mas tem esperança de descobrir a formula de me fazer em pedaços”

“No entanto, até aquela dor que vinha dele um dia me abandonaria.E eu lutaria para me agarrar a ela, aos farelos da agonia, ás migalhas do sofrimento, para não ficar totalmente esvaziada, calcinada. Eu só tinha vinte anos, mas já sabia que a dor é melhor do que nada”

“Mas Deus sabe que eu estou perdida. Perdida, sem domínio de mim mesma, com as amarras quebradas e sem qualquer leme”

“o desejo de se expressar-se a tinha salvo da loucura e do desespero e lhe encaminhara uma saída para o pesadelo da sua vida”

“Sua raiva secreta fora domada por deus, como poderia ter sido saciada pelo Diabo”

“A senhora Nada mata, com arsênico, o seu marido beato que não admitiu vê-la nua”




Este post faz parte do desafio "Descobrindo o Brasil"
Quotes de um livro Nacional.




terça-feira, 22 de abril de 2014

Resenha: Ainda não te disse nada



Livro: Ainda não te disse nada - 236 páginas
Autor: Maurício Gomyde
Editora: Porto 71

Sinopse: “Ninguém mais escreve cartas hoje em dia", Marina pensava. Até que um dia uma caiu em suas mãos por engano e mudou o rumo de sua vida. Levou-a ao lugar que ela sempre sonhou. E a conhecer o amor do jeito que nunca imaginou, da forma mais improvável do mundo...


Após trinta páginas lidas, coloquei o livro de lado e me preparei para clicar em abandonei no mural do skoob. Teria sido o meu maior erro literário, caso eu tivesse levado esse plano adiante. Felizmente resolvi dar uma segunda chance ao livro e com certeza não me arrependi. Acabei lendo uma história recheada de grandes amores.

Logo, somos apresentados á protagonista, Marina, que desistiu de seguir a tradição de sua família, e partiu em busca de seu sonho. Não está dando muito certo, ela trabalha numa agência de correios, esperando sua grande chance chegar.

E ela chega em formato de carta, inesperadamente, e de uma forma avassaladora que acabou transformando seus dias, e com suas histórias, letras e formas também influenciaram no seu destino.

O livro tem alguns traços engraçados, tem diversos ganchos ótimos para outros livros, personagens secundários carismáticos como as amigas de Marina, que também têm suas histórias, mas estão sempre juntas, se apoiando, tem também o vizinho adolescente, galanteador e muito engraçado, e principalmente tem uma heroína doce e forte na medida certa. O romantismo de Marina só perde para sua independência, ela sabe o que quer e não desiste fácil.

Consigo Imaginar perfeitamente a versão cinematográfica desse livro, ele tem enredo bem estruturado, com cenas marcantes e bem definidas na linha do tempo. Daria um filme romântico perfeito para uma noite de sábado.

Como todos sabem cartas são tão românticas, eu, velha que sou, cheguei a receber algumas. A emoção de uma declaração escrita tem um peso muito diferente de uma declaração de outra forma. E o Maurício soube transcrever essas emoções muito bem.

A espera pela resposta, a ansiedade em abrir o envelope, a dificuldade em passar para o papel as palavras exatas que queremos enviar. Deixam meu coração batendo forte só de pensar.

É um livro que já vem com playlist, as dicas sonoras são ótimas e a maneira de Marina de organizar suas listagens é bem criativa (e resulta em ótimas combinações).

Recomendo esse livro para todas as românticas de plantão, vale mesmo a pena ler. 


As Fotos de cartas desse post são fotos reais de carta de amor (Sim, elas existem *__*)

Essa resenha faz parte do desafio literário Descobrindo o Brasil.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Resenha: A Garota da Casa Grande

Livro: A Garota da Casa Grande - 112 páginas
Autora: Amanda Marchi
Editora: Novo Século

Sinopse: O livro A Garota da Casa Grande, é narrado por seu personagem principal, Georgia, que, sarcástica e ironicamente, apresenta-nos seu mundo através de seus belos olhos azuis. Presa na casa de sua avó em uma cidade pequena, onde não há nem ao menos um shopping, ela se vê em uma rotina monótona até conhecer Alice, sua vizinha não-da-frente-mas-da-diagonal.

Um romance, sobretudo, entre seres humanos que lutam contra o preconceito da cidade pequena e de si mesmas.


Esse livro foi uma grata surpresa, foi o segundo livro que li com um casal formado por garotas, e posso dizer que adoro esse segmento. É apaixonante ver como as protagonistas estabelecem uma relação de amizade/amor.


- Mas eu aprendi que não se deve dar ouvidos
ás pessoas - eu disse, levantando-me e apoiando-me
no corrimão - Porque na maioria sa vezes elas
são babacas.
O começo da história não é suave, principalmente para Alice. Georgia está definitivamente entediada. Ela não está, exatamente no seu ambiente. A vida das duas mudam drasticamente quando percebem que podem se apoiar uma na outra.

O livro é um romance fofo, mas definitivamente não é açucarado, a narrativa contém suas doses de tristeza e também de ação. Afinal conhecer nossos desejos íntimos, nossas vontades nem sempre traz a paz esperada, principalmente quando não coincidem com o que esperam de nós. Ao mesmo tempo, é gratificante quando se descobre que existe apoio onde menos se espera.


São personagens jovens, cotidiana, críveis. São garotas que descobrem não só a si mesmas, mas também a força que podem ter, quando não estão sozinhas.

É um livro relativamente curto, e a autora não sabe se terá uma continuação, o que é muito possível, pois, o final abre diversas possibilidades.

Eu, pessoalmente adoraria uma continuação, gostaria de saber como seria o desenrolar desse amor , como as duas seriam após algum tempo. Seria quase como acompanhar o namoro de amiga.

Fica aqui o apelo, Amanda.
Página da autora no Facebook

Essa resenha faz parte do desafio Viagem pelo  Brasil em 54 livros, autora de Brasília/Distrito Federal contemporâneo.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Resenha: A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista



Autor: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record 

Esse foi o primeiro livro que li esse ano. A história começa quando Hadley perde seu voo por questão de poucos minutos. Ela não está muito afim de chegar ao seu destino: o casamento de seu pai com uma mulher que Hadley, fez questão de não conhecer.

No aeroporto enquanto espera por um segundo voo, ela conhece Oliver, um garoto simpático que tem o mesmo destino que o seu, ele está voltando para sua terra natal para reencontrar sua família.

O voo é longo e recheado de histórias e diálogos interessantes, eles se conhecem e criam uma cumplicidade divertida, mas o fim do voo é inevitável.E então tudo o ocorre tão rápido, numa espiral de desencontros.

A narrativa do livro viaja, atravessa fases do passado de Hadley nos mostrando como é difícil para ela enfrentar esse presente caótico, de decisão, de ruptura total de sua família para a criação de uma nova.

É visível ao leitor, o crescimento dos personagens, em tão pouco tempo, eles crescem e aprendem a entender um mundo adulto, que eles acabaram de entrar, e mostram que podem ter mais certezas do que os adultos imaginam.

O livro tem diversas reviravoltas, a identificação com os protagonistas é fácil, e a história tem traços profundos, provoca reflexões, ele se aprofunda na identidade da personagem principal de uma maneira que eu não imaginava ao ler a sinopse.

É um romance fofo, profundo, e por que não, divertido e triste na medida certa.
Posso dizer que comecei o ano muito bem.

"Ficam parados por um tempo, muito tempo, uma eternidade, ambos querendo ficar. As pessoas passam por eles como um rio pelas pedras."

sábado, 11 de janeiro de 2014

Maratona Literária 2014



Li sobre essa maratona literária, num dos blogs literários que sigo e adorei a ideia. Aproveitei o embalo e coloquei na meta um livro que, confesso, tô com preguiça de ler.
O desafio consiste em ler o máximo que puder entre os dias 13 e 19 de janeiro, é claro que a meta é muito pessoal, pode ser 1 livro,3 , ou 7. A intenção é se auto-desafiar e principalmente se divertir muito.
Para saber mais, leia o FAQ no blog Café com blá blá blá, e aproveitem por que está rolando umas promoções incríveis.
Tenho lido bastante nesse começo de ano, então decidi radicalizar, kkkk

Minha meta é 1783 páginas, (é eu sei... meio suicida, não?)

São quatro livros:

Queda de Gigantes  - Ken Follett / 912 páginas
Paixão (Fallen) - Lauren Kate /377 páginas
Ratos - Gordon Reece /240 páginas
Palavras Envenenadas - Maite Carranza / 251 páginas

Terei que manter a minha média de páginas em 254 páginas/dia
E aí será que consigo?

E para trocar ideias,postar boletins diários sobre o progresso das leituras, incentivar e receber incentivo tem o Grupo da Maratona no Facebook. Vamos?

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Resenha: Uma vida sem limites



Livro: Uma vida sem limites – 264 páginas
Autor: Nick Vujicic
Editora: Novo Conceito

Essa resenha faz parte do Desafio Literário 2013, mês de outubro, tema superação.

Ler esse livro foi surpreendente, a superação de Nick é visível, mas a sua plenitude, sua doação integral ao escrever esse livro, isso eu não esperava.

O livro é bem religioso, afinal Nick é um missionário, e isso me incomodou um pouco (mas só um pouquinho), mas as colocações de Nick a respeito do quanto podemos fazer, do quanto nossas limitações não tem realmente o poder de nos limitar, é incrível.

Ele é tão sincero, ele não foca só nas suas vitórias, ele fala das suas dificuldades de forma muito
generosa com quem o está lendo. E isso é incrível, pois comecei a ler esperando saber sobre sua superação em relação à falta de membros, e li sua superação interna, sua superação em ser autossuficiente é extraordinária, mas a superação em não ser só autossuficiente, mas em ser a mudança que ele deseja no mundo é inspiradora.

O livro contém trechos muito engraçados, como as pegadinhas feitas com o Nick e sua pequena gangue de primos, e depois com seus acompanhantes de viagem e palestras, desde assustar pessoas em shopping a assustar pessoas em aviões, além é claro de uma pequena excursão pela esteira de bagagem, e uma narração corajosa de sua participação numa briga escolar, dá pra sentir a energia do Nick através das folhas, sua mensagem é clara, ele veio para viver, se divertir, e iluminar o máximo de pessoas possíveis.

Fica nítido a sua facilidade com as palavras, seu talento em transformar letras em sentimento é emocionante. O livro consegue ser engraçado, divertido, corajoso, profundo, honesto. Não abusa das particularidades de Nick para arrancar lágrimas, mas elas vem fácil, algumas horas imaginando a dor de ser diferente, outras celebrando a alegria de “realmente” ser diferente.

“Você é responsável por seu próprio sucesso (…) Acredite no valor que você tem neste mundo. Se você não se sentir digno de ter asas, jamais vai tirar os pés do chão”

Esse não está no livro, mas resume muito bem a energia e sabedoria de Nick :
“Não há sentido em ser completo do lado de fora quando se está quebrado no interior.”

Ansiosa para ler o segundo livro do autor.

Para quem quer conhecer mais sobre o Nick

Vídeo de sua palestra: AquiAqui e Aqui
Um pouco sobre seu segundo livro: Aqui ( o titulo nacional é Indomável)

E uma foto linda da sua família, e sim ele sabe que é bonitão <3 !!!



sábado, 29 de junho de 2013

Precisamos Falar Sobre o Kevin




Livro: Precisamos falar sobre Kevin - 464 páginas                                                                                            
Autora: Lionel Shriver                                                                                                                                       
Editora: Intríseca



Essa resenha faz parte do Desafio literário 2013, mês de junho, romance psicológico.

O livro é como se fosse uma coletânea de cartas escritas por Eva Katchadourian ao seu marido, em que relata o seu dia a dia, depois de “a quinta feira ” e ao mesmo tempo visita antigas lembranças, dissecando-as como se procura-se entender, ou uma anistia, talvez uma redenção. Difícil saber e a gente acaba mergulhando, e ás vezes se sufocando, nessa angustiante dissecação.

Minha relação com a Eva foi extremamente complicada, ás vezes eu a compreendia, acreditava nas suas sensações, e até sentia as suas aflições e triunfos mínimos. Outras horas eu a odiava completamente, sentia raiva. 

"(...) pensei que nada mais poderia me horrorizar, ou magoar. Imagino que seja uma noção comum, essa, a de que já estamos tão avariados que a própria avaria, em sua totalidade, acaba nos deixando mais seguros."

"Veja só, tudo o que me fazia bonita era intrínseco à maternidade, e até mesmo o meu desejo de que os homens me considerassem atraente era uma imaginação do corpo projetada para expelir seu próprio substituto. (...) Sentia-me dispensável, jogada fora, engolida por um grande projeto biológico que não iniciei nem escolhi, que me produziu, mas que também iria me mastigar e depois cuspir fora. Eu me senti usada."

O marido de Eva é tão, tão chato, que eu não consigo entender o amor que Eva devota a ele, Ele é tão levado pela vida, olhando tudo como se tudo estivesse bem, independe do que aconteça, que eu queria sacudi-lo. Gritar com ele: O que mais você quer para ver que teu filho é um monstro?

O Kevin foi uma reação estranha, não o odiei, nem mesmo ante ao seu pior feito antes da “quinta -feira “,vendo-o sob o olhar de Eva, era como se isso já fosse esperado dele, só tivesse demorado para acontecer.

Gostei muito do estilo da autora, embora um tanto quanto difícil (no livro original, pelo que fiquei sabendo e também na tradução). Gostei principalmente da maneira como ela apresentava um fato, me deixando curiosa, depois discorria uma série de eventos para explicá-los, que quando o tema era solucionado, eu já estava tão envolvida na nova cena que já teria esquecido da curiosidade que me levou a ler mais aquele capítulo, parece complicado mas não ,a leitura é muito envolvente.

Esse recurso deve ser pouco usado, ou não tão bem usado, Pois li poucos livros que deixaram essa sensação em mim. Com certeza ele é difícil para o autor, pois exige uma ordem e um detalhamento na hora de escrever impressionantes.

Recomendo muito!

O final é massacrante, desculpe-me o trocadilho, mas a sensação foi essa mesma. Juro que não esperava aquilo, Fiquei tão atônita que estou louca para reler, mas ainda não tive coragem

As imagens do post são do filme, que eu ainda não vi, mas quero muito assistir por que dizem ser ótimo e para conhecer o trabalho de Ezra Miller, que me foi muito elogiado.






Quero muito o livro com essa capa, alguém quer trocar? hehe.

domingo, 31 de março de 2013

Dewey- Um gato entre livros



Livro: Dewey, Um Gato Entre Livros – 272 páginas
Autor: Vicki Myron com Bret Witter
Editora: Globo

Mais um livro como tema: animais, dessa vez escolhi Dewey, que é um livro sobre duas coisas que amo, gatos e biblioteca (só de imaginar um monte de prateleiras, com uma infinidade de livros alinhados, meus olhos brilham).

O livro conta a história do gato Dewey Readmore Books, que foi encontrado numa caixa de devolução em uma biblioteca, na noite mais fria do ano, adotado por Vicki e pela biblioteca da qual ela cuida, ele cresce, e se torna famoso não só entre os visitantes quanto pelo estado, pelo país e por outros países. Conta a vida de Vicki, a de Dewey e nos dá um panorama da cidade de Spencer, e do estado de Iowa.

"O pobre gatinho mal se continha em pé, as saliências das quatro patas haviam sofrido rachaduras" (pág 20)

Amei o livro e chorei pela primeira vez na página vinte, e foram muitas lágrimas depois dessas, a história nos comove pelo grande afeto que é dedicado ao gato pela autora, e também pela força da protagonista, uma mulher forte, lutadora, que mesmo após tantas lutas consegue dispensar carinho e cuidado a um gato, que não é um gato qualquer. É O gato.

As façanhas de Dewey são bem descritas, e quase dá para vê-lo se esgueirando por entre fileiras de livros, ou pulando sobre uma mesa, daquelas bem grandes.

"Ele sabia ser fácil, enrolar Joy, então pedia sempre a ela que o deixasse entrar naquele banheiro. Uma vez lá dentro, pulava para cima da pia e pedia para ela abrir a torneira. Ele não bebia essa aguá. Ele a observava" (pág 183)

Outro motivo pelo qual chorei a beça foi a doença que atingiu tanto Vicki quanto a mãe e o irmão dela, sua luta contra o câncer, e apoiando quem precisava dela me tocou profundamente. Por motivos pessoais, tenho evitado ler livros que falam dessa doença, como por exemplo: A culpa é das estrelas, pois me toca profundamente, mas não dava pra saber disso pela sinopse e após algumas citações sobre a doença eu já estava envolvida com o livro e nem cogitei parar.



Esse é meu! O outro sumiu na hora da foto!
"(...) minha mãe foi diagnosticada com leucemia, a última de uma longa fileira de doenças a afligi-la e golpeá-la . Dizem que o câncer, como a sorte, é de família. Infelizmente o câncer está impregnado na linhagem Jipson" (pág224)

Recomendo muito, para quem gosta de gatos é um prato cheio, deu até vontade de acariciar os meus,
botar no colo, e agradecer pela presença deles na minha vida, por que só de tê-los por perto o fardo da vida fica mais leve. Muito mais leve. Como um salto de gato com suas patas silenciosas.

Quem quiser conhecer o site de Dewey, AQUI, e esse tem fotos lindas, são cartãos postais do Dewey, uma mais lindo que o outro...  AQUI

Os autores:

Vicki Myron: É ex-diretora da biblioteca de Spencer e conviveu com o gato Dewey por dezenove anos, é graduada na universidade Estadual de Mankato e tem mestrado de biblioteconomia pla universidade Estadual de Emporia.





Bret winter: É editor de livros e escritor, seu gato Feasor morreu quatro dias após a conclusão desse livro. : (






sábado, 2 de fevereiro de 2013

Eu, Malika Oufkir - Prisioneira Do Rei





Autora: Malika Oufkir e Michèle Fitoussi
Editora: Companhia das letras – 366 páginas


O livro é a biografia da pequena Malika, filha do general Mohammed Oufkir. Conta sua vida no Marrocos, desde que foi separada de seus pais para ser criada por um soberano, passando por sua prisão desumana, até sua sonhada conquista de liberdade, ainda que relativa, quando se trata de feridas tão profundas.

O livro é dividido em duas partes distintas, a primeira parte é suntuosa, cheia de luxo, vestidos, festas e até atores hollywoodianos, a segunda é angustiante, dolorosa, penetrante em suas descrições do cárcere, tendo em comum apenas e tão somente um profundo sentimento de solidão.

O livro apesar de escrito por uma jornalista francesa é todo escrito em primeira pessoa, acaba sendo um mergulho na cultura marroquina, rica em detalhes da vida do rei, e suas esposas, concubinas e filhas. Mas não em demasia a ponto de cansar o leitor.

Eu me senti praticamente dentro do livro, aproveitei os bons momentos, chorei com Malika. E rezei quando percebi como pode ser grande a maldade humana.
Recomendo para quem gosta de história reais, de força e superação. Quem gostou do diário de Anne Frank, com certeza irá gostar desse livro.

Ele também serve muito bem para quem pensa em desistir da vida no primeiro obstáculo, a força de Malika impressiona, pois ela passou de uma princesinha para uma lutadora, mesmo quando lhe tiraram tudo, e lhe prenderam em uma jaula insalubre, ela ainda depositou suas esperanças no poder das histórias enredadas pela sua imaginação, tornando-as um bálsamo para todos os seus companheiros de cela, a sua família. 


“A gente ia ao apartamento que Irene tinha alugado, dançávamos sirtaki, bebíamos vodca e champanhe, ríamos, cantávamos e voltamos de madrugada, de Maserati ou Lamborghini, levados pelo filho do rei Fahd da Arábia ou por um jovem ator grego Yorgo. Era assim que eu aprendia inglês... (pág 102)

“A cada dois dias, os guardas nos traziam o pão em caixas de papelão (...) tirávamos num tempo recorde a película que as cobria. Ela nos servia para anotar as histórias que eu contava (...)
Um dia, quando estava ocupada tirando o papel, vi as três meninas lambendo no chão as migalhas que caiam da caixa. A partir daí, instaurei uma regra. Em vez de brigar como vira–latas elas teriam direito, cada uma num dia, à “sua vez” de comer as migalhas.” (pág 193)



As escritoras:

Malika Oufkir, filha de Mohammed e Fátema Oufkir, foi presa, junto a sua família por 20 anos após seu pai morrer ao liderar um golpe de estado,tentando derrubar o rei Hassan II.









Michèle Fitoussi, jornalista francesa, (embora nascida na Tunísia), escreveu para a revista Elle, teve cinco livros publicados, sendo três de ficção, e seu romance Victor foi adaptado para o cinema em 2009.





Fonte: Wikipédia, companhia das letras. Imagens do Google