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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Resenha: Deixe a Neve Cair






Livro: Deixe a Neve Cair – 336 páginas
Autores: John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle
Editora: Rocco Jovens Leitores



O livro é uma coletânea de 3 contos de autores diferentes, o único que eu já conhecia era John Green, e ainda assim foi o primeiro livro que eu li dele.

A história do livro se passa durante uma nevasca na véspera e no dia do natal, que acaba mexendo com a vida de muitas pessoas, promovendo encontros, desencontros e aventuras inimagináveis.
O livro fala principalmente de esperança, cada linha é recheada de recomeços e segundas chances

E apesar de cada história ter um personagem principal diferente, as histórias se completam, se cruzam e confesso muitas vezes emocionam.

O primeiro conto: O Expresso Jubileu (Maureen Johnson) É a história de Jubileu, uma garota divertida, que tinha o natal bem programado, mas que por causa de uma confusão, acaba num trem e quando este fica preso acaba entrando em algumas aventuras, descobrindo algumas coisas sobre si mesma e sobre sua vida amorosa que não é tão perfeita quanto parece, è de longe o conto mais divertido, Jubileu é muito engraçada e carismática. As situações são fofas e a torcida por um final feliz era bem forte.



O segundo conto: O Milagre da Torcida de Natal(John Green) Uma disputa para quem chega primeiro, Tobin e seus amigos embarcam numa aventura em meio a neve, para fazer companhia para as líderes de torcida que desceram do trem, e estão passando um tempo numa lanchonete. O começo foi uma leitura um pouco difícil para mim, e estava crente que eu não ia gostar da escrita de John Green (o que seria horrível, já que ouço tão bem dos livros dele) Mas a história desenrolou de uma maneira bem satisfatória, e eu gostei muito do final (principalmente do final,  JP, ri muito.)





O terceiro conto: O Santo padroeiro dos porcos (Lauren Myracle) Foi um pouco menos romântico, tratou mais do crescimento da protagonista,
Addie é uma garota que vive em crise, e depois de cometer um erro tem que lidar com que as pessoas pensam dela, sua aventura é trazer o Gabriel (o porco, não o anjo) até sua amiga, e provar que não é egoísta, e essa tarefa que parece fácil, acaba fazendo com que ela entre em contato não só consigo mesma mas também com pessoas que passaram pela sua vida, agora lançando um novo olhar sobre elas. Addie só quer uma segunda chance, ainda que acredite que não mereça.


Recomendo para quem quer uma leitura fácil e rápida, sendo ao mesmo tempo sensível e cheia de milagres de natal.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Resenha: Fahrenheit 451





Livro:  Fahrenheit 451 – 216 páginas
Autor: Ray Bradbury
Editora: Editora Globo

Essa resenha faz parte do desafio literário 2013, mês de Novembro, tema: livros Banidos.

Escolhi esse livro, por que fiz um teste intitulado que livro de ficção científica você seria, o meu resultado foi esse:


Quem quiser fazer o teste: AQUI

 E como ele foi banido, achei que ele seria perfeito para esse mês

“ Fahrenheit 451 ” – Ray Bradbury publicou o romance, em 1953, narrando uma sociedade em que um governo totalitário mandava queimar todos os livros do mundo. Ironicamente, esse foi mesmo o destino de alguns exemplares de “Fahrenheit 451”. Desde a época do lançamento até hoje, o título figura na lista de livros banidos em algumas bibliotecas do mundo por fazer referência ao consumo de drogas e violência. “ Daqui

Devo começar falando que minhas expectativas eram bem altas, ao mesmo tempo em que eu não conhecia quase nada da história, aliados esses dois fatores resultaram numa sensação muito esquisita enquanto eu lia. Ao mesmo tempo em que eu achava interessante eu percebia que nada desenrolava como eu havia imaginado. O resultado foi positivo por que aconteceu uma quebra de linha de pensamento que me levou por caminhos que eu não imaginava.

Guy montag é um bombeiro, que depois de conhecer uma garota interessante e curiosa se encontra em uma encruzilhada, as decisões que toma levam sua vida para um desfecho inesperado. Tomar uma decisão profunda num mundo superficial o leva por um caminho extremamente perigoso, mas que se torna ironicamente sua salvação.

Suas ações, partem da única decisão de não ser mais o mesmo, de não ser mais um no meio de uma multidão ora mergulhada na inércia do tédio, ora irada, atravessando sem rumo, e provocando atos violentos e insanos.

Ser um leitor, tanto para Guy quanto para qualquer um de nós, é mais do que traduzir formas
Um dos momentos mais angustiantes, me identifiquei.
impressas em palavras, é transpassar as ideias de um autor para sentimentos e ações pessoais. É conhecer mundos diferentes que vivemos e ao mesmo tempo criar uma bagagem única.

O livro é interessante, a crítica é muito atual, num mundo dominado por BBBs e afins, com jornalismo imparcial e alienador, e uma mídia que entorpece ( A gente vê por aqui.). Um livro é capaz de mudar, instigar, assim como aconteceu com Montag.

O caminho por onde trilham as linhas de um livro nos levam a uma jornada sem volta por nossas próprias percepções do mundo. Enquanto a TV é unilateral, o livro é um diálogo entre o autor e nossas vivências.

“É o belo lado da morte, quando não há nada a perder, aceita-se correr todos os riscos”

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Resenha: Uma vida sem limites



Livro: Uma vida sem limites – 264 páginas
Autor: Nick Vujicic
Editora: Novo Conceito

Essa resenha faz parte do Desafio Literário 2013, mês de outubro, tema superação.

Ler esse livro foi surpreendente, a superação de Nick é visível, mas a sua plenitude, sua doação integral ao escrever esse livro, isso eu não esperava.

O livro é bem religioso, afinal Nick é um missionário, e isso me incomodou um pouco (mas só um pouquinho), mas as colocações de Nick a respeito do quanto podemos fazer, do quanto nossas limitações não tem realmente o poder de nos limitar, é incrível.

Ele é tão sincero, ele não foca só nas suas vitórias, ele fala das suas dificuldades de forma muito
generosa com quem o está lendo. E isso é incrível, pois comecei a ler esperando saber sobre sua superação em relação à falta de membros, e li sua superação interna, sua superação em ser autossuficiente é extraordinária, mas a superação em não ser só autossuficiente, mas em ser a mudança que ele deseja no mundo é inspiradora.

O livro contém trechos muito engraçados, como as pegadinhas feitas com o Nick e sua pequena gangue de primos, e depois com seus acompanhantes de viagem e palestras, desde assustar pessoas em shopping a assustar pessoas em aviões, além é claro de uma pequena excursão pela esteira de bagagem, e uma narração corajosa de sua participação numa briga escolar, dá pra sentir a energia do Nick através das folhas, sua mensagem é clara, ele veio para viver, se divertir, e iluminar o máximo de pessoas possíveis.

Fica nítido a sua facilidade com as palavras, seu talento em transformar letras em sentimento é emocionante. O livro consegue ser engraçado, divertido, corajoso, profundo, honesto. Não abusa das particularidades de Nick para arrancar lágrimas, mas elas vem fácil, algumas horas imaginando a dor de ser diferente, outras celebrando a alegria de “realmente” ser diferente.

“Você é responsável por seu próprio sucesso (…) Acredite no valor que você tem neste mundo. Se você não se sentir digno de ter asas, jamais vai tirar os pés do chão”

Esse não está no livro, mas resume muito bem a energia e sabedoria de Nick :
“Não há sentido em ser completo do lado de fora quando se está quebrado no interior.”

Ansiosa para ler o segundo livro do autor.

Para quem quer conhecer mais sobre o Nick

Vídeo de sua palestra: AquiAqui e Aqui
Um pouco sobre seu segundo livro: Aqui ( o titulo nacional é Indomável)

E uma foto linda da sua família, e sim ele sabe que é bonitão <3 !!!



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A viagem do Elefante





Livro: A viagem do Elefante – 256 páginas
Autor José Saramago
Editora: Companhia das letras

Essa resenha faz parte do desafio literário mês de setembro, tema: Autores portugueses contemporâneos

Minha primeira intenção foi ler Ensaio sobre a Cegueira, que já vi o filme e adorei, mas por diversos motivos, não consegui : (

Também achei interessante a ideia de ler outro autor um pouco mais desconhecido, mas em cima da hora foi complicado, além de eu não conhecer muito da literatura portuguesa atual., então acabei escolhendo ler A Viagem do Elefante, e não me arrependi.

O livro conta a história do elefante Salomão e de seu cornaca Subhro, o paquiderme é dado de presente ao arquiduque Maximiliano pelo rei português Don João III.
E para que o presentado receba seu presente, é necessário que empreendam uma longa viagem, atravessando Portugal, Espanha, França e Itália.

Bem essa é a viagem do elefante, em uma época em que os meios de locomoção eram cansativos e
“Ter de pagar pelos próprios sonhos deve ser o pior dos pesadelos”
demorados, e as viagens muitas vezes eram feitas á pé, parte-se de Portugal uma comitiva, com um elefante e tudo o que um elefante pode precisar, fardos de alimento e tonéis de água.

O elefante é um personagem que embora sem voz, é carismático e nos toca o coração e a imaginação, quase dá para sentir a admiração de todos os que cruzam seu caminho nessa longa viagem.

E o seu cornaca Subhro, aquele a quem mais acompanhamos e conhecemos seus pensamentos, temores, incertezas, sua boa sorte e sua má sorte, é um personagem tão real, verdadeiro que custa a acreditar que seja só um personagem (ainda que a história seja real, realmente um elefante foi presenteado e realmente empreendeu-se tal viagem, esse é um romance de como tal poderia ter se sucedido)

Distância: 2.301,71 Km
A viagem conta com uma quase grande batalha, uma dor de barriga como um fato de grande importância ainda que acontecendo tardiamente, uma despedida emocionante, padres exigindo milagres elefantinos e claro por que não, um cornaca se aproveitando de sua fama e de seu paquiderme para vender tônicos capilares.

O livro é bem construído, como o li em português de Portugal, só consegui me familiarizar perfeitamente com a leitura na metade final do livro, que sem dúvida foi a parte mais poética, que contém, partes em que Saramago nos presenteia, não com um elefante rsrs, que seria por demais em preencher minha pobre casa, mas com descrições ou divagações sobre a falta de descrições que preencheram meu coração, me unindo aos personagens de maneira única e indescritível,

O livro ainda traz alguns temas interessantes, como o desespero da igreja católica com o protestantismo de Martinho a lhes bater à porta, com a diferença entre aqueles que nasceram para reinar e aqueles que nasceram para servir, tanto nas ideias díspares como presentar paquidermes, quanto em mudar não só o nome do animal quanto de seu cuidador, sendo estes batizados posteriormente, como Solimão e Fritz contra suas vontades.

Recomendo com certeza e estou ainda lerei muitos outros livros do autor que conta com uma bibliografia extensa e famosa por sua visão crítica.

Imagens via Google

Giselle- A Amante do Inquisidor




Livro: Giselle, A Amante do Inquisidor 384 páginas
Autor: Mônica de Castro ditado por Leonel
Editora: Vida e consciência

Essa resenha faz parte do Desafio Literário 2013, mês de agosto, tema vingança.Que está sendo postada muuuuito atrasada ; )

Esses é um livro espírita, um romance que se passa no período de trevas da Santa Inquisição, que infligiu a um número gigantescos de pessoas, principalmente mulheres, torturas desumanas e mortes extremamente dolorosas, por fogo ou afogamento por que as causavam de feitiçarias e de pacto com demônios.

A Santa Inquisição era na verdade mais um estratagema político e uma maneira de fortalecer a Igreja católica e sua influência no governo do que uma aplicação religiosa.

E é assim que Gisele, uma médium (que pode se comunicar com espíritos desencarnados) e conhecedora da medicina através das plantas, se torna aliada e amante de Monsenhor Esteban Navarro, ajudando-o com sua beleza e sedução a prender outros nobres, o que daria a Santa madre Igreja o poder sobre as terras e outros bens daquele nobre.

Gisele tem sua vida mudada ao seduzir e entregar Don Fernão à Igreja, com essa ação ela passa a ser alvo da vingança de Lucélia, filha de Don Fernão, ao mesmo tempo em que conhece o seu verdadeiro amor. Que por obra do destino, é também noivo de Lucélia, por quem decide abandonar essa vida de
delatora.

Mas as ações por ela praticada não serão esquecidas e Lucélia se aliará a padre Miguez que é também um desafeto de Gisele, para que ela sofra como seu pai sofreu e perda tudo o que tem assim como ela perdeu. E sua vingança ganha ainda mais força quando descobre que foi Giselle quem lhe tirou não só o seu único amo, mas também a única pessoa com quem poderia contar no pesadelo que se tornou sua vida após a prisão de seu pai.

O livro é muito bom, adorei a narrativa, é bem escrito, fluido, a personagem principal apesar de não ser uma “mocinha” convencional de romances acaba ganhando nossa simpatia, acabamos vendo o lado humano, cheio de imperfeições mas ainda sim humano.

O livro é espírita e como tal não pode deixar de trazer a sua doutrina entremeados nas páginas, algumas inserções achei sutis e bem-feitas, algumas, bem poucas, achei desnecessárias e forçadas,
O livro passaria bem sem elas, achei que quebraram o ritmo da leitura.

Indico para quem gosta de romances espíritas , para quem gosta de mocinhas não tão mocinhas assim, já que Giselle é uma mulher forte, ambiciosa, caminha nas maiorias das vezes por caminhos tortuosos, mas ainda assim, uma protagonista capaz de encantar.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

50 Tons de Cinza




Livro: Cinquenta tons de cinza - 480 páginas
Autor: E. L. James
Editora: Intrínseca






Estou pronta para ser apedrejada. Eu gostei! Muito!

Ok,  não tenho a pretensão de dizer que é uma obra prima e nem que merece todo o sucesso que fez, mas vejo um futuro , acredito que as continuações possam ser interessantes.

Li muitas resenhas negativas, e demorei a engrenar a leitura, tentei desistir, mas como o livro faz parte do desafio literário, mês de julho, cor no título, se eu quisesse teria que substituí-lo e eu não
tinha outro.

O livro contém alguns erros gigantescos, a escritora teve dificuldades para apresentar personagens, e alguns diálogos são forçados e difíceis de engolir. Mas, tem uma história interessante, personagens centrais carismáticos e algumas tiradas que me fizeram rir alto.

Ainda não entendo o por que esse livro fez tanto sucesso, nem por que ele tem essa aura de pornô para mães, ou o povo  anda lendo muito água com a açúcar ou eu sou depravada (rs) por que já li alguns livros bem mais quentes, o único diferencial que vi foi que ele usa uma linguagem “masculina” num romance tipicamente feminino. E ainda assim ele nem é pioneiro.
<3 Ian, Meu Christian forever!!!

E me apaixonei por Christian Grey! E não, não é por que ele é rico, até por que ele é um personagem e eu não vou usufruir de nenhum centavo dele, viu, seus machistas! Me apaixonei por que , eu estava esperando um cara autoritário, e encontrei um doce, um cara preocupado, e completamente apaixonado, e tão honesto, sincero e afins que, ah, nem sei. Se os homens soubessem o valor da sinceridade para as mulheres!

Bem, assim que o Box da trilogia estiver em promoção , eu comprarei com gosto.
Pedras em 3, 2, .....


sábado, 29 de junho de 2013

Precisamos Falar Sobre o Kevin




Livro: Precisamos falar sobre Kevin - 464 páginas                                                                                            
Autora: Lionel Shriver                                                                                                                                       
Editora: Intríseca



Essa resenha faz parte do Desafio literário 2013, mês de junho, romance psicológico.

O livro é como se fosse uma coletânea de cartas escritas por Eva Katchadourian ao seu marido, em que relata o seu dia a dia, depois de “a quinta feira ” e ao mesmo tempo visita antigas lembranças, dissecando-as como se procura-se entender, ou uma anistia, talvez uma redenção. Difícil saber e a gente acaba mergulhando, e ás vezes se sufocando, nessa angustiante dissecação.

Minha relação com a Eva foi extremamente complicada, ás vezes eu a compreendia, acreditava nas suas sensações, e até sentia as suas aflições e triunfos mínimos. Outras horas eu a odiava completamente, sentia raiva. 

"(...) pensei que nada mais poderia me horrorizar, ou magoar. Imagino que seja uma noção comum, essa, a de que já estamos tão avariados que a própria avaria, em sua totalidade, acaba nos deixando mais seguros."

"Veja só, tudo o que me fazia bonita era intrínseco à maternidade, e até mesmo o meu desejo de que os homens me considerassem atraente era uma imaginação do corpo projetada para expelir seu próprio substituto. (...) Sentia-me dispensável, jogada fora, engolida por um grande projeto biológico que não iniciei nem escolhi, que me produziu, mas que também iria me mastigar e depois cuspir fora. Eu me senti usada."

O marido de Eva é tão, tão chato, que eu não consigo entender o amor que Eva devota a ele, Ele é tão levado pela vida, olhando tudo como se tudo estivesse bem, independe do que aconteça, que eu queria sacudi-lo. Gritar com ele: O que mais você quer para ver que teu filho é um monstro?

O Kevin foi uma reação estranha, não o odiei, nem mesmo ante ao seu pior feito antes da “quinta -feira “,vendo-o sob o olhar de Eva, era como se isso já fosse esperado dele, só tivesse demorado para acontecer.

Gostei muito do estilo da autora, embora um tanto quanto difícil (no livro original, pelo que fiquei sabendo e também na tradução). Gostei principalmente da maneira como ela apresentava um fato, me deixando curiosa, depois discorria uma série de eventos para explicá-los, que quando o tema era solucionado, eu já estava tão envolvida na nova cena que já teria esquecido da curiosidade que me levou a ler mais aquele capítulo, parece complicado mas não ,a leitura é muito envolvente.

Esse recurso deve ser pouco usado, ou não tão bem usado, Pois li poucos livros que deixaram essa sensação em mim. Com certeza ele é difícil para o autor, pois exige uma ordem e um detalhamento na hora de escrever impressionantes.

Recomendo muito!

O final é massacrante, desculpe-me o trocadilho, mas a sensação foi essa mesma. Juro que não esperava aquilo, Fiquei tão atônita que estou louca para reler, mas ainda não tive coragem

As imagens do post são do filme, que eu ainda não vi, mas quero muito assistir por que dizem ser ótimo e para conhecer o trabalho de Ezra Miller, que me foi muito elogiado.






Quero muito o livro com essa capa, alguém quer trocar? hehe.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Mística feminina



Livro: Mística Feminina -325 páginas
Autora: Betty Friedan
Editora: Vozes Limitada

Essa resenha faz parte do desafio literário 2013, mês de Maio, um livro citado em um filme. O livro Mística Feminina foi citado no filme Dez coisas que odeio em você filme com o lindo e talentoso, Heath Ledger que nos deixou cedo demais (A protagonista pede o livro em questão para o rapaz, depois de uma briga, quando ele a persegue numa livraria), 

O livro foi escrito como um grito de libertação. A autora expressa sua insatisfação frente a uma corrente de pensamento que reduz a mulher somente a seu papel biológico e matrimonial, tirando delas a chance de ter todo o seu potencial explorado.
Ela aborda o “problema sem nome”, que é um certo sentimento que assola as jovens mães americanas daquele período da história americana, mas que ainda hoje é sentido em todo mundo. Inclusive por esta que vos escreve. É o sentimento de que algo está errado, que algo nessa vida perfeita de esposa e mãe está faltando ainda que não se saiba bem o quê.
Para a autora, logo após a revolução feminista do início do século passado houve uma grande onda que tentou trazer as mulheres para o ambiente doméstico dessa vez concedendo-lhe ares de “um grande feito” ora, criar um ambiente saudável para seus maridos e filhos, alimentá-los, vesti-los, lhe proporcionar uma base para que estes, estes sim que nasceram homens possam fazer grandes coisas no mundo, poderia ser algo prejudicial, ou, ainda menor como vocação? A mística feminina diz que isso é o papel da mulher e que ela deveria se sentir orgulhosa de fazer parte desse processo, ainda que escondida nos bastidores, mas a autora (e outras feministas) dizem que não, que a mulher pode ser mais, pode participar do mundo, tomar decisões, ter ma carreira, e se dedicar a transformar a sociedade.

Eu gostei do livro, apesar de não estar acostumada com o tom acadêmico do mesmo, como muitas das mulheres que conheço não terminei os estudos, e isso foi uma das coisas que me tocaram nesse livro. 
Não acho que ser dona de casa seja uma coisa ruim, o sou com orgulho (se não por escolha pelo menos com vontade de fazer o melhor que posso)mas com certeza sinto que eu poderia fazer mais.  Que desistir de seguir em frente numa carreira acadêmica,não foi uma coisa realmente necessária, era,  na verdade, uma escolha possível, que me traria realização pessoal que deveria ter sido incentivada.
Recomendo muito, para todos, nos faz refletir sobre como o tempo passa,  a posição da mulher na sociedade ora avança, ora recua.

Amei esse trecho:

“No decorrer de sua vida essas mulheres transformaram a imagem que justificava a degradação feminina. Numa reunião, enquanto os homens zombavam da ideia de confiar o voto a mulheres tão indefesas que precisavam de ajuda para subir a uma carruagem ou 
saltar sobre uma poça de lama, uma orgulhosa feminista chamada Sojourner Truth ergueu seu negro braço: 
"Olhem para meu braço! Cavei, plantei, colhi... e não sou mulher? Era capaz de trabalhar e comer tanto quanto um homem — depois que consegui isto — e também suportar o açoite... Tive treze filhos e vi a maioria vendidos como escravos. E quando chorei pela dor que já foi a de minha mãe, ninguém senão Jesus me ajudou — e não sou mulher?"

Quem quiser baixar gratuitamente: AQUI




sábado, 27 de abril de 2013

A Rosa do Inverno



Editora:  Essência

Essa resenha faz parte de dois desafios, O desafio literário 2013(abril, estação do ano) e o desafio Hot 2013.

Conheci esse livro quando aderi ao desafio hot. E aproveitei para inseri-lo no desafio literário.(estava lendo Um Espião Que Saiu do Inverno, mas tava muito chato!)

Bem, apesar de ser do desafio hot, eu definitivamente não o enquadro nessa categoria, apesar de algumas cenas serem sexualmente explícitas, são muito poucas e no contexto hétero-monogâmico-normativo, e claro com muito amor e virgindade.

Quando comecei a ler confesso que me encantei, tinha tudo para se transformar num dos meus livros favoritos, mas não... me deixou a desejar, no quesito hot, no quesito romance, no quesito feminismo (que prometia) no quesito político(de liberal, para uma dona de casa encantada com o luxo).

A narrativa é boa, algumas cenas são realmente empolgantes, mas, é mais do mesmo. E apesar do livro ter narrativa de romance de banca, o preço é de obra-prima literária. Talvez por causa dos outros livros da autora, esse foi o primeiro livro que li dela e tinha grande esperanças, já que já ouvi muitos elogios, talvez ela seja mais original no gênero fantasia. 

O começo do livro é encantador, com cenas maravilhosas, diálogos interessantes e cheio de paixão e com muitos temas a serem desenrolados que infelizmente foram esquecidos no desenrolar do livro, e é desse começo que retirei esses quotes, e confesso apesar de não muito entusiasmada com o livro só por essas cenas, posso dizer: valeu a pena o ter lido.

“Muito antimonarquista, my lord. Não quer ter nada a ver com a aristocracia. Diz que os nobres são os responsáveis pela falta de reformas que ajudariam o povo. Diz que são os conservadores que mantêm as massas na pobreza abjeta, de forma que 1% da população possa desfrutar de 99% da riqueza. Diz que os donos de terra como o senhor não são nada além de imprestáveis e desocupados, que não pensam em mais nada além de caçar e se envolver com prostitutas…” Interrompendo-se, constrangido, Sir Arthur olhou rapidamente para a viscondessa. “Minhas desculpas, Lady Ashbury.” (pág 15)
Descrevendo uma mocinha, com opinião, sensata, e politicamente posicionada. O tema não foi desenrolado.

“E essa…” Edward engoliu seco. “Essa mulher. Ela não tem um marido a quem se possa apelar em nome da racionalidade?” (pág 16)
Homens racionais, e mulheres irracionais? A autora teve inspiração pra colocar em seus personagens falas machistas e antiquadas, que apesar de ultrapassadas ainda são repetidas sem que a maioria se de conta do que implica.

"Uma liberal! Deus o livre das mulheres com excesso de instrução! O que tinha aquele vigário na cabeça ao deixar a filha ler jornais? Ela não deveria nem saber a diferença entre liberais e conservadores. Não era de surpreender que fosse uma solteirona e estivesse condenada a continuar assim, se o que ela havia despejado nos ouvidos de Herbert era um exemplo da sua técnica de conversação." (pág17)
Essa parte já diz tudo, o casamento é o objetivo final e é claro que homens não querem mulheres instruídas e nada dóceis. A obrigação de ser analfabeta (funcional e politicamente) já não é exigida tanto, mas a docilidade submissa da mulher...

“Não vou fazer nada disso!”, exclamou o Sr. Richlands. “Eu não me rebaixaria para ajudar uma mulher tão devassa que não pode manter as pernas fechadas o suficiente para se recuperar de um parto.” (esqueci de pegar a página e tô com preguiça de procurar)
É um vigário falando da prostituta da vila, em ocasião, se não me engano, do nascimento do décimo sexto filho dessa. Mentalidade não muito diferente de todas as pessoas “de bem” que culpam a mulher e se esquecem de o homem também participa da concepção.

“Apenas um pouco do uísque de turfa, destilado bem aqui em Applesby. Qual é o problema? É um pouco forte para você?” “Forte?” Os olhos de Edward lacrimejavam. “É como beber ácido sulfúrico…” “Bem, talvez seja um gosto que a gente adquire com o tempo. Eu bebi isso a vida toda.” Como que para ilustrar o que dissera Pegeen se serviu de mais um copo.”Para mim, é leite materno. Quer mais um?” (pág 47)
Uma mocinha que bebe? Não deixa de ser inovador.

Infelizmente, personalidade só no começo da estória.

domingo, 31 de março de 2013

Dewey- Um gato entre livros



Livro: Dewey, Um Gato Entre Livros – 272 páginas
Autor: Vicki Myron com Bret Witter
Editora: Globo

Mais um livro como tema: animais, dessa vez escolhi Dewey, que é um livro sobre duas coisas que amo, gatos e biblioteca (só de imaginar um monte de prateleiras, com uma infinidade de livros alinhados, meus olhos brilham).

O livro conta a história do gato Dewey Readmore Books, que foi encontrado numa caixa de devolução em uma biblioteca, na noite mais fria do ano, adotado por Vicki e pela biblioteca da qual ela cuida, ele cresce, e se torna famoso não só entre os visitantes quanto pelo estado, pelo país e por outros países. Conta a vida de Vicki, a de Dewey e nos dá um panorama da cidade de Spencer, e do estado de Iowa.

"O pobre gatinho mal se continha em pé, as saliências das quatro patas haviam sofrido rachaduras" (pág 20)

Amei o livro e chorei pela primeira vez na página vinte, e foram muitas lágrimas depois dessas, a história nos comove pelo grande afeto que é dedicado ao gato pela autora, e também pela força da protagonista, uma mulher forte, lutadora, que mesmo após tantas lutas consegue dispensar carinho e cuidado a um gato, que não é um gato qualquer. É O gato.

As façanhas de Dewey são bem descritas, e quase dá para vê-lo se esgueirando por entre fileiras de livros, ou pulando sobre uma mesa, daquelas bem grandes.

"Ele sabia ser fácil, enrolar Joy, então pedia sempre a ela que o deixasse entrar naquele banheiro. Uma vez lá dentro, pulava para cima da pia e pedia para ela abrir a torneira. Ele não bebia essa aguá. Ele a observava" (pág 183)

Outro motivo pelo qual chorei a beça foi a doença que atingiu tanto Vicki quanto a mãe e o irmão dela, sua luta contra o câncer, e apoiando quem precisava dela me tocou profundamente. Por motivos pessoais, tenho evitado ler livros que falam dessa doença, como por exemplo: A culpa é das estrelas, pois me toca profundamente, mas não dava pra saber disso pela sinopse e após algumas citações sobre a doença eu já estava envolvida com o livro e nem cogitei parar.



Esse é meu! O outro sumiu na hora da foto!
"(...) minha mãe foi diagnosticada com leucemia, a última de uma longa fileira de doenças a afligi-la e golpeá-la . Dizem que o câncer, como a sorte, é de família. Infelizmente o câncer está impregnado na linhagem Jipson" (pág224)

Recomendo muito, para quem gosta de gatos é um prato cheio, deu até vontade de acariciar os meus,
botar no colo, e agradecer pela presença deles na minha vida, por que só de tê-los por perto o fardo da vida fica mais leve. Muito mais leve. Como um salto de gato com suas patas silenciosas.

Quem quiser conhecer o site de Dewey, AQUI, e esse tem fotos lindas, são cartãos postais do Dewey, uma mais lindo que o outro...  AQUI

Os autores:

Vicki Myron: É ex-diretora da biblioteca de Spencer e conviveu com o gato Dewey por dezenove anos, é graduada na universidade Estadual de Mankato e tem mestrado de biblioteconomia pla universidade Estadual de Emporia.





Bret winter: É editor de livros e escritor, seu gato Feasor morreu quatro dias após a conclusão desse livro. : (






quinta-feira, 28 de março de 2013

A revolução dos Bichos



Livro: A revolução Dos Bichos- 147 páginas
Autor: George Orwell
Editora: Companhia das Letras

O livro conta a história dos animais moradores da "Granja do solar", são bichos que após o sonho de um porco moribundo decidem tomar a granja e a transformam na "Granja dos Bichos", um lugar deles e para eles, onde o trabalho feito reverteria para os animais trabalhadores e não pra um humano explorador.
É uma fabula que fala do período socialista e por que uma sociedade assim não dá certo, mostra o como é fácil para aquele que tem conhecimento das engrenagens políticas e sociais ludibriar o povo trabalhador, fazendo o acreditar em uma ideologia, que nem sempre se mostra verdadeira.
É um livro clássico, mas tem uma leitura fácil e fluida, que é entendida pelos leitores a medida em que eles conhecem ou se lembrem das aulas de história. Achei isso incrível, até mesmo quem conhece pouco sobre a evolução do socialismo, como eu, consegue aproveitar a história.
Os perfis dos animais são muito bem elaborados, e é fácil identificar quem eles representam, o cavalo é o povo trabalhador, as ovelhas, claramente, são a mídia  e os porcos são os condutores políticos que ficam no patamar mais alto e se aproveitam do trabalho dos demais ( qualquer semelhança com qualquer político corrupto não é mera coincidência!)
O perfil que mais me interessou, apesar de bem pequeno na trama, foi o corvo, que representa a religião,, que mesmo sendo "desmentida" pelo "governo dos porcos" oficialmente, ainda é permitida e até mesmo instigada, com o único propósito de dar ânimo aos animais que por algum motivo já não estão satisfeitos com o governo.
Isso é visível até mesmo em países em regimes não totalitários, vide o crescimento do poder das igrejas no Brasil, o povo está descontente  como sistema, e a religião os consola, prometendo vida mais fácil no paraíso se aceitarem pacificamente as condições aqui. O interessante é que nem todos percebem a ligação entre esses dois sistemas.


A manipulação dos mandamentos dos bichos escritos no celeiro  também é muito interessante, os princípios puros e verdadeiros são adaptados para favorecer quem está por cima, e apostando na memória curta, ou na falta de saber do povo, ( por isso a educação está sempre defasada, é sempre mais fácil manipular quem não entende o sistema)
Uma fábula muito bem escrita, para ser lida e relida diversas vezes, pois fornece um ótimo paralelo com a vida política, socialista ou democrática corrupta.



O autor: Eric Arthur Blair mais conhecido pelo pseudônimo George Orwell, foi um escritor e jornalista inglês. Sua obra é marcada por uma inteligência perspicaz e bem-humorada, uma consciência profunda das injustiças sociais, uma intensa oposição ao totalitarismo e uma paixão pela clareza da escrita.
Outro livro bastante comentado do autor é 1984, que já está em minha lista de leitura (e compra)
Fonte :Wikipédia, imagens do Google.





Essa resenha também faz parte do Desafio Realmente Desafiante, item 18, um livro com letras amarelas na  capa 

terça-feira, 12 de março de 2013

Um Leão Chamado Christian




Livro: Um leão chamado Christian  Páginas: 224 

Autores: Anthony Bourke e John Rendall

Editora: Nova Fronteira


Esse livro conta a história de dois amigos que acabam comprando um filhote de leão em plena Londres. Coisa que hoje em dia não seria possível. Espero.
O leão Christian acaba morando por um tempo no porão e no segundo andar de uma loja de móveis e acaba chamando bastante atenção.Sendo entrevistado, conhecendo gente famosa e etc.
Os amigos sabem que a permanência de Christian com eles deve ser curta e lutam para que ele tenha um bom futuro sendo reintegrado a selva, ato feito por George adamson.
Esse livro ganhou grande repercussão após o vídeo em que eles se reencontram com o leão, já reintegrado à selva africana caiu no youtube. Fazia um ano em que eles não se viam, mas o leão simplesmente não se esqueceu deles e a recepção foi bem calorosa como podem ver AQUI.
O livro é muito interessante, uma história real mas com um toque surreal. É muito difícil não se apaixonar por Christian, tanto pela narrativa quanto pelas inúmeras fotos distribuídas pelo livro.
É emocionante e gratificante a preocupação dos jovens em lutar para que Christian tivesse um futuro digno.
Ficou claro na narrativa também a gratidão dos rapazes a todos os que os ajudaram a cuidar de Christian, e principalmente o afeto que eles dedicavam à aquele que possibilitou o retorno de leão a África, George Adamson, que com amigos fundou a Associação de George Adamson para a Preservação da Vida Selvagem.
Não indico para quem espera uma narrativa tipo Marley e Eu, que foi o que eu esperava. Quer dizer, não é que eu não indique o livro, não indico esperar uma narrativa “água com açúcar ”
A narrativa do livro é pouco emocionante nesse sentido, a forma em que ele foi escrito não me envolveu, é quase como se fosse um diário de fatos. Ele não é fluido, não tem diálogos, ou seja ele não te prende pela emoção. O que eu quero dizer é que, essa história emocionante, escrita de outra maneira, teria feito eu me afogar em lágrimas. Nessa narrativa, por falta de outro adjetivo, seca, embora emocionada e gostando imensamente da história, não chorei nenhuma lágrima.
 Não que isso desvalorize o livro, de forma alguma, só que eu gostaria de uma outra versão menos biográfica e mais visceral.
Um das partes que mais gostei, e que foi escrita com um humor doce foi essa, que me parece comparar a educação de um leão ao de uma criança (talvez adotada), achei bem fofo:

Não contamos a Christian que ele era um leão. Achávamos que essa informação só levaria a um lamentável comportamento de leão. Evitávamos usar a palavra leão na frente dele, mas ocasionalmente tínhamos que soletrar L-E-Ã-O para as pessoas que pensavam que Christian era um leopardo por causa das pintas (...) E como possivelmente há mais estátuas de leões em Londres do que leões vivos na África, decidimos contar-lhe a verdade antes que descobrisse por conta própria e fizesse perguntas difíceis.” (pág 49)

Realmente recomendo, a história desses três rapazes (dois humanos e um leão) nos faz pensar em nossas relações com nossos animais e com os animais que deveriam viver livres. O quanto uma prisão, ainda que bem cuidada e cercada de amor, ainda é uma prisão.
E que amar também é deixar partir.

Os autores


Ace Bourke , nasceu em Sydney, em 1946. Tornou-se um dos principais curadores de artes da Austrália, sendo pioneiro em arte aborígine e especialista em arte colonial.




John Rendall é australiano e divide seu tempo entre aLondres e Sydney. Trabalha com relações públicas em turismo, concentrando-se em projetos de preservação, hospedagens e reservas ambientais na África

As imagens deste post foram retiradas do google, as fotos abaixo são do Parque Taronga, parque ecológico citado no livro.Para quem quiser saber mais AQUI.





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Uma fanfic, e diversas crises de riso.





Fanfic: Keep Calm and Seja Meu Bofe
Autora: Dimitrieva Maksymenko

 O tema do mês de fevereiro, no desafio literário, é livros que nos fazem rir, e eu como fã incondicional de Zoe Davies não poderia deixar de resenhar sua ilustre história. Uma fanfic maravilhosa hospedada no NYAH! Que possui atualmente 280 comentários e 6 recomendações.
Comecei a ler num impulso e não me arrependi, uma fanfic original muito boa, bem escrita e divertidíssima, capaz de acordar pobres maridos desavisados ao som de estridentes gargalhadas madrugada a fora.
É a história de Zoe Davies, recém-ingressada na faculdade, que procura incessantemente um boymagia para chamar de seu, enquanto ele não aparece, ela vive histórias cheias de quedas, amigos psicopatas, gatos assassinos, muita chuva, e muitos foras.
Zoe, como ela mesmo diz nasceu pra ser zoada, e ninguém a poupa disso. Nem seus amigos, nem seus pretendentes, nem a roteirista que devia tropeçar nos seus próprios pés, nem mesmo os seus próprios pés.
A escritora é uma fofa, que sempre respondeu meus recados magnificamente, e escreve como ninguém, usando de uma ironia fofa aliada a um nonsense embriagador. Ela agrega á história elementos nada convencionais, em contextos ainda menos convencionais e tudo ainda fica bem enredado e contextualizado. Talento pra poucas.
(...)Mas voltando ao abraço, pois é, meu pai chegou
O que está acontecendo aqui? 
.(...) –E-eu sei que parece que estávamos tendo umas preliminares quentes nessa cama de hospital –Era melhor ter ficado calada-, mas na verdade eu nem conheço esse cara pai –Ótimo, agora além de linguaruda meu pai me achava uma vadia- Ele só chamou a ambulância... E estava em cima de mim porque eu estava tentando roubar o iPhone 5 dele... –Linguaruda, vadia e ladra... Dahora a vida- PORQUE VOCÊ NÃO ME DEU UM! AÍ EU TENHO QUE FICAR ROUBANDO, SEU DESNATURADO! – Me desesperei. Linguaruda, vadia, ladra e desesperada. Seria um ótimo momento para ouvir um “PIIIIIIIIIII”. (Cap11)


Eu traí uma psicopata, traí uma psicopata! Porque ela está colocando a mão no bolso? Ah não! A 38! Vou morrer! VOU MORRER! Morri! Morri! MORRI! Adeus vida! Adeus felicidade! Adeus Bofe! BOFE! – (...) A última coisa que eu quero é que ele veja as minhas tripas! Eu não passei maquiagem nas tripas! Óh, mundo cruel!
(...)Então Sarah tirou um pirulito do bolso e me entregou dizendo –Estou tão orgulhosa de você minha pequena traidora!”(Cap20)


Difícil não se identificar com Zoe, e torcer por cada chance, conquistada com muito esforço, de ser feliz ao lado de um de seus pretendentes, e torcer para que ela não seja atropelada, atacada por gatos, nem chamada de “cabeça de alface” por sua gentil genitora.
  


  “– Ok, já sei das regras. Onde tem uma escova pro meu cabelo?
Armário da cozinha, primeira gaveta.
O que? Colocou uma escova de cabelo na gaveta de talheres?
Não, só pensei que um garfo seria mais adequado com esse seu cabelo de alface HAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAAAHHAHHA HAH” (Cap 9)




Zoe é um pouco de cada uma de nós, afinal quem nunca levou um tombo épico? Ou se apaixonou por alguém, inatingível, gay, comprometido, ou os três?


A autora: Assina no Nyah como Dimitrieva Maksymenko.
Ela, por ela mesmo (já que esqueci de perguntar um pouco sobre ela):
Dimitrieva Maksymenko é o nome da parte comediante/feliz da minha personalidade
"Dimitrieva" é um sobrenome russo que vi nas olimpíadas
"Maksymeko" é um sobrenome russo que eu achei no google
Um dia saberei falar russo e escrever cirílico” (retirado do perfil dela no nyah!)

As imagens que ilustram esse post também são da autoria dela, e tanto a resenha quanto o uso das imagens no meu blog, foram permitidas pela autora. 

Quem quiser ler: AQUI
Quem quiser ler uma história bônus da autora: AQUI.