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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Resenha: As Bruxas de Oxford


Livro: As Bruxas de Oxford – 242 páginas
Autora: Larissa Siriani
Editora: Literata


Sinopse: A antiga Casa Azul nunca foi cenário de boas histórias. Há mais de cem anos, dizem, era lar de sete bruxas que foram queimadas na fogueira e que juraram vingança. Mas é quando Malena, seus pais e seus seis irmãos mais velhos se mudam para lá que a lenda se prova verdade. Coisas estranhas começam a acontecer sempre que ela se exalta, e, de repente, ela se descobre cercada por um passado que ela até então desconhecia, e condenada a consertar os erros de uma vida passada. E, quando os velhos inimigos começam a aparecer, Malena vai perceber que certos sentimentos se carregam para além da vida. 


Esse livro me surpreendeu muito! Li meio no escuro, simplesmente por que gostei do título. Descobri mais tarde que era nacional e me interessei ainda mais, pois tenho gostado muito dos nacionais que tenho lido. E essa temática de bruxas me atrai muito, desde a adolescência (o filme As Jovens bruxas foi assistido muuuuitas vezes)

Via Facebook, Achei linda e a cara da protagonista
A protagonista é uma adolescente albina que tem uma vida normal, ou pelo menos, o mais normal
possível devido a sua genética e aos seus muitos irmãos. Ela tem sua vida totalmente revirada quando seus pais resolvem voltara a morar em sua cidade natal. Malena, se vê então em uma situação crítica, vivendo coisas que saem um pouco do curso normal da vida, descobre-se uma alma antiga, com uma história que tem que ser resolvida, a qualquer custo ou todos os que a ama vão sofrer.

O livro flutua em alguns gêneros, achei em alguns pontos que era bem juvenil,  o que seria bem explicado pela idade da protagonista, mas as muitas reviravoltas que aconteceram, me provaram que o livro pode ser bem maduro. As situações, as escolhas, os caminhos que a protagonista tem que trilhar não são fáceis.

As relações familiares dos personagens são bem trabalhadas, e complexas em suas medidas.  O amor familiar é constantemente colocado em dúvida. Dá para dividir uma família, até que ponto o sangue une as pessoas.  Até mesmo em outra vida?

Ele não se aprofunda muito nas bruxarias, mas quando toca nesse assunto são cenas pesadas, confesso que bem mais do que eu esperava.

Recomendo muito, e estou ansiosa em ler a continuação, que terá ciganos <3 (acho).

Blog da autora, AQUI
Skoob, segundo livro, AQUI

Essa resenha faz parte do desafio Viagem pelo  Brasil em 54 livros, autora de São Paulo contemporânea.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Resenha: Paixão Fallen #3


Livro: Paixão (Fallen #3) – 377 páginas
Autor: Lauren Kate
Editora: Galera Record

Primeira resenha dos livros lidos durante a maratona literária.

Nesse livro Luce viaja pelos seus “eus “do passado, tentando entender o amor que existe entre ela e Daniel, e também ver, de certa maneira, suas famílias deixadas para trás.

Ela volta cada vez mais no tempo, através dos anunciadores e descobre coisas importantes sobre si mesma, sobre o fato de ela nem sempre ser “amável”, e também sobre quantas vezes morrer a salvou de destinos tristes.

Eu, particularmente gostei do livro, não é o meu preferido da saga, ainda acho que Tormenta foi o melhor, mas divertido e profundo, as conversas deixavam aberto brechas para diversos debates filosóficos internos. Esse é mais divertido, tipo filme de sessão da tarde.

Estou muito ansiosa para ler o próximo da saga, afinal tenho com ela uma relação entre “tapas e beijos”

Um personagem interessante que aparece é Bill, que é definitivamente uma surpresa, ele ajuda Luce em dado momento, mas nem tudo é como aparenta.

Prepare-se para ver pouco os personagens dos outros dois livros ele quase não aparecem :(

Entremeada com as narrativas de Luce temos capítulos escritos sob a ótica de Daniel, que procura pela amada através dos anunciadores, sempre chegando um pouquinho atrasado, esse é o livro que acaba nos ajudando a formar uma ligação com ele, vemos o seu lado e também seus desafios e superações.

Recomendo, afinal, é muito difícil deixar uma saga no meio, rsrsrs

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Tatuagem Literária: Harry Potter

Estou morrendo de vontade de fazer uma tatuagem e fiz uma pesquisa por tatuagem literárias, já escolhi a minha, logo faço e posto foto. (não é nenhuma dessas, mas vais ser linda *___*)
Escolhi essas do Harry Potter para abrir a galeria.
E aí, preparados?



Via: Pinterest

quarta-feira, 31 de julho de 2013

50 Tons de Cinza




Livro: Cinquenta tons de cinza - 480 páginas
Autor: E. L. James
Editora: Intrínseca






Estou pronta para ser apedrejada. Eu gostei! Muito!

Ok,  não tenho a pretensão de dizer que é uma obra prima e nem que merece todo o sucesso que fez, mas vejo um futuro , acredito que as continuações possam ser interessantes.

Li muitas resenhas negativas, e demorei a engrenar a leitura, tentei desistir, mas como o livro faz parte do desafio literário, mês de julho, cor no título, se eu quisesse teria que substituí-lo e eu não
tinha outro.

O livro contém alguns erros gigantescos, a escritora teve dificuldades para apresentar personagens, e alguns diálogos são forçados e difíceis de engolir. Mas, tem uma história interessante, personagens centrais carismáticos e algumas tiradas que me fizeram rir alto.

Ainda não entendo o por que esse livro fez tanto sucesso, nem por que ele tem essa aura de pornô para mães, ou o povo  anda lendo muito água com a açúcar ou eu sou depravada (rs) por que já li alguns livros bem mais quentes, o único diferencial que vi foi que ele usa uma linguagem “masculina” num romance tipicamente feminino. E ainda assim ele nem é pioneiro.
<3 Ian, Meu Christian forever!!!

E me apaixonei por Christian Grey! E não, não é por que ele é rico, até por que ele é um personagem e eu não vou usufruir de nenhum centavo dele, viu, seus machistas! Me apaixonei por que , eu estava esperando um cara autoritário, e encontrei um doce, um cara preocupado, e completamente apaixonado, e tão honesto, sincero e afins que, ah, nem sei. Se os homens soubessem o valor da sinceridade para as mulheres!

Bem, assim que o Box da trilogia estiver em promoção , eu comprarei com gosto.
Pedras em 3, 2, .....


domingo, 21 de abril de 2013

Tormenta, muito bom





Livro: Tormenta – 392 páginas
Autor: Lauren Kate
Editora: Galera Record


Esse é o segundo livro da série Fallen, e ao contrário do último eu amei, gostei de Luce, dos novos amigos e principalmente do novo ambiente.

Muitas das perguntas deixadas pelo primeiro livro foram respondidas, e de forma muito interessante, e bem coerente, como os anunciadores.

Todos nós leitores ávidos formamos as imagens dos personagens em nossas mentes, e aconteceu algo bem diferente comigo nesse livro, imaginei os personagens como mangás, o primeiro foi o Cam, e depois o resto se seguiu e encaixou tão bem que fiquei imaginando se alguém já teria transformado a história do livro em quadrinhos, pesquisando descobri que existe um mangá chamado Fallen, com imagens belíssimas, mas não são as histórias do livro e nem mesmo inspirada nele. Se eu soubesse desenhar com certeza já teria feito uns rascunhos.

Achei maravilhosa a crítica feita à eterna (?) dicotomia bem/mal, como se essas fossem as únicas
opções, se esquecendo que existe entre elas uma extensa gama de tons de cinza (não é um trocadilho!).
Pessoas boas são capazes de atos maus, assim como uma pessoa vil pode ser capaz de um ato de bondade. O mal e o bem são como disse Cam, sobre ele e Daniel, duas faces de uma mesma moeda.

“(...) Continuou Shelby. -  Quero dizer quem diz que Lúcifer é tão mau...
- Hmm, todo mundo? - interrompeu Miles, olhando para Luce em busca de apoio.
- Nada disso! - exclamou Shelby.- um grupo de anjos muito persuasivos, tentando manter o status quo. Só porque eles venceram uma grande batalha há muito tempo, acham que têm o direito...”(pag 290)

(update: Não sem se ter a ver mesmo ou se é viagem insana da minha mente, mas Luce e Lucífer, sabe nomes tão parecidos, a autora se inspirou ou tem algo no próximo livro, curiosidade)

Esses tons de cinza também são vistos nos relacionamentos de Luce e os garotos, ela tem um amor eterno e arrebatador com Daniel, mas se encantou por Cam no primeiro livro e no segundo entra em cena o doce e meigo Miles (só pra deixar claro sou Team Miles.) As dúvidas amorosas adolescentes tomam outra proporção nesse livro, podem mudar o rumo dos acontecimentos, mas não é assim na vida real também?

Rolou pelo livro também alguns questionamentos sobre a relação amor/cumplicidade, o quanto dá para amar aquele a quem não conhecemos? Como não amar aquele que está do nosso lado, que nos faz rir, e que nos ampara? O amo é suficiente por si só ou a convivência é quem decide o que é melhor?

“Será que ela teria a chance de uma vida normal, um relacionamento com alguém, casar, ter filhos e envelhecer, como o resto do mundo?” (pag 243)

E o quanto um amor pode machucar, Luce acaba se confrontando com o fato de que suas diversas mortes machucaram muitas pessoas, pais, mães, irmãos, amigos. O quanto isso tudo deveria valer frente a um grande amor?

O livro é quase um diário, mas uma vez o tempo decorrido nele é bem curto, o que faz a narrativa ágil. Acho que os dois livros poderiam ser volume único, e aí o volume Fallen se tonaria um começo muito, muito chato de um bom livro.
Ansiosa para ler as continuações....


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Agência número 1 de mulheres detetives




Livro: Agência número1 de mulheres detetives - 240 páginas
Autor: Alexander McCall Smith
Editora: Companhia das letras



Essa resenha faz parte do desafio realmente desafiante, item número 15 , um livro com capa feia.
Eu não gostei particularmente da capa desse livro por que o comprei esperando um livro de suspense/ detetivesco e achei que a capa não passava essa ideia, além da paisagem tão árida e diferente das que costumo ver.
Ainda não é uma das minhas capas preferidas mas aprendi a gostar dela. Pesquisando achei essa outra capa desse mesmo livro e simplesmente amei, pena que não o achei para
comprar....

Bem, vamos a resenha...



Demorei a ler esse livro, ele ficou parado na minha estante por um bom par de meses, mas quando o peguei para ler ele me conquistou no primeiro parágrafo literalmente, me entreguei a leitura desse livro com uma volúpia que a muito não tinha, a narrativa é gostosa, as palavras bem escolhidas, os personagens principais cativantes. Queria muito ser amiga de Mma Ramotswe, uma mulher de princípios, com uma inteligência e um instinto ímpar. Uma mulher que ama Botsuana, sua pátria e sua gente.

“Mma Ramotswe tinha uma agência de detetives na África, (…). O patrimônio da agência era: uma pequenina van branca, duas escrivaninhas, duas cadeiras e uma velha máquina de escrever(...)Uma agência de detetive precisa de mais alguma coisa? Agências dependem de intuição e inteligências humanas, ambas bem presentes em Mma Ramotswe. Mas esses são itens que ninguém jamais pensa em incluir num inventário, é claro.”(pág 9)

A aparência da protagonista já ganha por si só vários pontos, ela transgride o senso comum das heroínas modernas, ela é negra e gorda, ela está no outro extremo das mocinhas , ela é forte e agente da ação do livro, tanto intelectualmente, desafiando os costumes se tornando a primeira detetive mulher de Botsuana, quanto fisicamente, se disfarçando, atirando, e entrando no jogo para resolver os casos que lhe chegam.

O livro cita algumas vezes o nome de Agatha Christie, como grande fã dela que sou, fiquei fascinada com a singela homenagem, e claro percebe-se que a escrita da grande rainha do crime influenciou e muito o autor, mas esse não tentou copiar o estilo, ele criou o seu próprio, sua própria cadência, e fez bem.

Um tema que percorre vários trechos do livro é o machismo, um assunto espinhoso, tratado de uma forma leve mas sem esquecer de dar a devida importância. Adorei as lembranças escolares de Mma Ramotswe, principalmente no castigo que ela e a professora infligem a um pequeno projeto exibicionista  de machista. Queria que mais mães, professor@s, e etc... também coibissem atos assim, cortando o mal pela raiz.

“Mas pior que tudo era que ele desabotoava a calça, apontava aquilo que os meninos têm e ficava esperando que ela olhasse, Ela não gostava disso, não era algo que devesse acontecer numa escola dominical, E afinal de contas, que havia de tão especial naquilo? Era algo que todos os meninos tinham.(...) Não fazem ideia do ridículo que é.”(pág 43)

“(…) Eles a tratavam com um desprezo calado, uma vez que eram pessoas de outro tempo, aferradas à crença de que uma mulher abandonada pelo marido quase sempre merecia o destino que lhe coubera. Elas tinham que acolhê-la, sem dúvida, porém mais por obrigação do que por afeto.”(pág 37)

E claro que tem romance, só que ele não é ponto central da trama, mas é um romance tão fofo, tão platônico e delicado, que é difícil não se apaixonar pelo galante enamorado.

O livro é o primeiro de uma série, mas infelizmente, parece que só dois livros foram traduzidos e publicados no Brasil, a notícia boa é que a série virou série, rs, saiu do papel e se transformou num seriado de TV, também não achei com legendas traduzidas, mas vale a pena assistir uns trechos, pelas paisagens e claro pela Jill Scott (também cantora) que interpreta a protagonista.

Recomendo para quem gosta de suspense, policial, para quem adora se deleitar com uma leitura gostosa e aconchegante, mas nem por isso superficial dos problemas sociais atuais.
Esse livro me conquistou totalmente...

                                                     O autor:
R. Alexander "Sandy" McCall Smith , CBE , FRSE , (nascido em 24 de agosto de 1948) é um Rhodesian escritor nascido na Escócia e professor emérito de Direito Médico na Universidade de Edimburgo . No final do século XX, McCall Smith tornou-se um respeitado especialista em direito médico e bioética e serviu em comitês britânicos e internacionais preocupadas com essas questões. Ele se tornou conhecido internacionalmente como um escritor de ficção
                                                                                                                       Fonte: Wikipédia, imagens do Google





quarta-feira, 6 de março de 2013

Fallen, não tão bom...




Livro: Fallen - 406 Páginas                                            
Autora: Lauren Kate
 Editora: Galera Record                                                                              
No total eu gostei do livro, apesar de algumas ressalvas, ele é diferente da maioria dos livros de YA que eu já li, acho que a autora inovou com a pegada gótica, mas sem exagerar, pois apesar da temática escolhida o livro não ficou denso. Na verdade até o achei bem leve, e fácil de ler. E apesar das tragédias que acontecem não o achei depressivo.Ele não é muito carregado de emoções fortes ou conflitantes.
Achei que a história demorou a engrenar embora o tempo transcorrido nele, seja relativamente curto, desde a entrada da protagonista até o desfecho se passa menos de um mês.
Não gostei do ambiente descrito, não me pareceu crível esse ambiente, detestei a sala de piscina (olha o meu lado religioso aflorando) Acho que a autora poderia ter contido a mão nesse elemento.
Fiquei com muitas dúvidas, não entendi certas coisas, não sei se serão explicadas nos livros subsequentes, espero que sim, que essas pontas soltas sejam aparadas (Trevor? Toddy?, anunciadores?)embora acredite que estas deveriam ter sido explicadas no livro em questão.
Minha parte preferida foi com certeza o piquenique do Cam com a Luce, achei romântico, fofo, e quase desejei que a protagonista deixasse o Daniel de lado. Românticas de plantão, como eu, suspiraram por Cam, E aí vem a autora e nos surpreende com um final inimaginável (ao menos por mim).
O romance entre Luce e Daniel só funciona quando tudo é colocado às claras e isso só acontece bem no final do livro. A parte em que Daniel explica para a Luce, pelo menos um pouco sobre o que estava acontecendo me lembrou um poema de Carlos Drummond de Andrade, quem quiser saber qual, leia AQUI.
Indico pra quem gosta de sobrenaturais e esteja cansada de vampiros (ou não), para simpatizantes e góticas iniciantes. Não indico para quem espera um enredo mais detalhado entorno dos anjos e suas mitologias, por que não tem quase nada, pelo menos nesse primeiro volume, autora poderia ter inserido alguns estudos, tornaria mais interessante Quem sabe nos próximos?


A autora:                                                                                                                                                                                          
Lauren Kate é uma escritora americana de ficção adulta/jovem. Suas maiores obras incluem The Betrayal of Natalie Hargrovee a saga Fallen, que chegou à terceira posição na lista de best-sellers do jornal Tht New York Times, na seção infantis/jovens.



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