segunda-feira, 18 de março de 2013
Livro Físico ou E-book ?

Olá, vi esse vídeo e achei simplesmente o máximo.
Bem escrito e explica claramente as vantagens e desvantagens do livro físico e de ler e-books.
Eu amo livros físicos, mas estou pensando em comprar um Kindle, para ler e-books de cursos, de autores novos...Não vou colocar o vídeo aqui, por que não o achei o blog original para pedir permissão então...
Aqui está o link: Livro ou e-book? Vale a pena assistir
terça-feira, 12 de março de 2013
Um Leão Chamado Christian
Livro: Um leão chamado Christian Páginas: 224
Autores: Anthony Bourke e John Rendall
Editora: Nova Fronteira
Esse
livro conta a história de dois amigos que acabam comprando um
filhote de leão em plena Londres. Coisa que hoje em dia não seria
possível. Espero.
O
leão Christian acaba morando por um tempo no porão e no segundo
andar de uma loja de móveis e acaba chamando bastante atenção.Sendo
entrevistado, conhecendo gente famosa e etc.
Os
amigos sabem que a permanência de Christian com eles deve ser curta
e lutam para que ele tenha um bom futuro sendo reintegrado a selva,
ato feito por George adamson.
Esse
livro ganhou grande repercussão após o vídeo em que eles se
reencontram com o leão, já reintegrado à selva africana caiu no
youtube. Fazia um ano em que eles não se viam, mas o leão
simplesmente não se esqueceu deles e a recepção foi bem calorosa
como podem ver AQUI.
O
livro é muito interessante, uma história real mas com um toque
surreal. É muito difícil não se apaixonar por Christian, tanto
pela narrativa quanto pelas inúmeras fotos distribuídas pelo livro.
É
emocionante e gratificante a preocupação dos jovens em lutar para
que Christian tivesse um futuro digno.
Ficou
claro na narrativa também a gratidão dos rapazes a todos os que os
ajudaram a cuidar de Christian, e principalmente o afeto que eles
dedicavam à aquele que possibilitou o retorno de leão a África,
George Adamson, que com amigos fundou a Associação de George
Adamson para a Preservação da Vida Selvagem.
Não
indico para quem espera uma narrativa tipo Marley e Eu, que foi o que
eu esperava. Quer dizer, não é que eu não indique o livro, não
indico esperar uma narrativa “água com açúcar ”
A
narrativa do livro é pouco emocionante nesse sentido, a forma em que
ele foi escrito não me envolveu, é quase como se fosse um diário
de fatos. Ele não é fluido, não tem diálogos, ou seja ele não te
prende pela emoção. O que eu quero dizer é que, essa história
emocionante, escrita de outra maneira, teria feito eu me afogar em
lágrimas. Nessa narrativa, por falta de outro adjetivo, seca, embora
emocionada e gostando imensamente da história, não chorei nenhuma
lágrima.
Não
que isso desvalorize o livro, de forma alguma, só que eu gostaria de
uma outra versão menos biográfica e mais visceral.
Um
das partes que mais gostei, e que foi escrita com um humor doce foi
essa, que me parece comparar a educação de um leão ao de uma
criança (talvez adotada), achei bem fofo:
“Não
contamos a Christian que ele era um leão. Achávamos que essa
informação só levaria a um lamentável comportamento de leão.
Evitávamos usar a palavra leão na frente dele, mas ocasionalmente
tínhamos que soletrar L-E-Ã-O para as pessoas que pensavam que
Christian era um leopardo por causa das pintas (...) E como
possivelmente há mais estátuas de leões em Londres do que leões
vivos na África, decidimos contar-lhe a verdade antes que
descobrisse por conta própria e fizesse perguntas difíceis.” (pág
49)
Realmente
recomendo, a história desses três rapazes (dois humanos e um leão)
nos faz pensar em nossas relações com nossos animais e com os
animais que deveriam viver livres. O quanto uma prisão, ainda que
bem cuidada e cercada de amor, ainda é uma prisão.
E
que amar também é deixar partir.
Os
autores
Ace
Bourke , nasceu em Sydney, em 1946. Tornou-se um dos principais
curadores de artes da Austrália, sendo pioneiro em arte aborígine e
especialista em arte colonial.
John
Rendall é australiano e divide seu tempo entre aLondres e Sydney.
Trabalha com relações públicas em turismo, concentrando-se em
projetos de preservação, hospedagens e reservas ambientais na
África
As
imagens deste post foram retiradas do google, as fotos abaixo são do Parque Taronga, parque ecológico citado no
livro.Para quem quiser saber mais AQUI.
sábado, 9 de março de 2013
Lembra de Mim ?
Livro: Lembrade mim? - 399 páginas
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
A escritora é famosa por seus check lists de comédia, seus livros mais famosos são os da série:Os delírios de consumo de Becky Bloom , que originaram o filme de mesmo nome. Esses eu ainda não li, dela eu já li Samantha Sweet, executiva do lar e O segredo de Emma Corrigan , que com certeza estão entre meus preferidos. Então fiquei curiosa em ler Lembra de mim, por achar que a sinopse poderia render muito se levado ao estilo da escritora.
O livro conta a vida de Lexi, uma garota que está num dos piores momentos da vida, e de repente acorda em um hospital, e descobre que se passaram três anos, ela não ficou em coma, e nem foi parar lá magicamente. Ela simplesmente se esqueceu dos últimos anos. E sua vida está perfeita, está casada com um homem lindo e rico, mora em uma casa luxuosa, e está magra e com os dentes arrumados. E é chefe aonde era só uma subalterna com uma função cujo nome era cumprido demais para ser uma boa função. Parece que tudo está magicamente perfeito.
“Tenho o cargo com o pior nome possível. É de dar vergonha. Mal cabe no cartão de visitas. Quanto mais longo o nome do cargo, decidi, mais bosta é o emprego”
“Devo ter sido incrivelmente bondosa numa vida passada. Devo ter resgatado crianças de um prédio em chamas, ou dado a vida para ajudar os leprosos, inventado a roda ou algo assim. É a única explicação em que posso pensar para ter pousado nessa vida de sonhos”
Mas tudo que parece perfeito demais sempre tem um preço muito alto a se pagar.E Lexi, vai descobrir isso.E da pior maneira possível, já que ela é a velha Lexi, simples e carinhosa, com a vida da nova Lexi. Uma chefe durona, com um casamento regrado.
E fica a pergunta o que pode ter acontecido para que ela mudasse tanto, e pode uma pessoa mudar tanto assim? E onde o charmoso Jon, se encaixa exatamente nessa história toda?
“E agora... ainda levo um susto sempre que olho meu reflexo no espelho. Não vejo minha personalidade refletida em nenhum lugar desse apartamento. O programa de TV... Os saltos altos...Minhas amigas se recusando a ficar comigo (...) Não sei em quem me transformei. Não imagino que porra aconteceu comigo”
A minha opinião: não é o melhor livro dela, quando ouvi falar pela primeira vez, imaginei um livro mais para o gênero dramático, depois em uma resenha descobri ser realmente uma boa comédia. E o livro não preencheu nenhuma das minhas duas expectativas, achei morno, tem algumas tiradas divertidíssimas, como o Mont Blanc, e o peixe assassinado, que eu ri pra caramba, mas ficou no meio termo o resto do livro. Com uma série de trechos mornos, alguns muito dramático(e até dá pra acreditar que alguém sem memória sentiria isso) e alguns trechos engraçadinhos. O livro me lembrou muito o filme, De repente 30.
Recomendo para quem gosta de livros de amnésia, para quem acha que um marido rico e bonito é tudo o que uma mulher quer e pra quem gosta de romance, já que o romance presente no livro é bem fofo, embora não seja o foco principal do livro.
Não recomendo ir com muita expectativa, principalmente para quem já conhece outros livros da autora.
A Autora:
Sophie Kinsella, é escritora e ex-jornalista de economia, com especialização na área financeira.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Fallen, não tão bom...
No total eu gostei do livro, apesar
de algumas ressalvas, ele é diferente da maioria dos livros de YA
que eu já li, acho que a autora inovou com a pegada gótica, mas sem
exagerar, pois apesar da temática escolhida o livro não ficou
denso. Na verdade até o achei bem leve, e fácil de ler. E apesar
das tragédias que acontecem não o achei depressivo.Ele não é muito carregado de emoções fortes ou conflitantes.
Achei que a história demorou a
engrenar embora o tempo transcorrido nele, seja relativamente curto,
desde a entrada da protagonista até o desfecho se passa menos de um
mês.
Não gostei do ambiente descrito,
não me pareceu crível esse ambiente, detestei a sala de piscina
(olha o meu lado religioso aflorando) Acho que a autora poderia ter
contido a mão nesse elemento.
Fiquei com muitas dúvidas, não
entendi certas coisas, não sei se serão explicadas nos livros
subsequentes, espero que sim, que essas pontas soltas sejam aparadas
(Trevor? Toddy?, anunciadores?)embora acredite que estas deveriam ter
sido explicadas no livro em questão.
Minha parte preferida foi com
certeza o piquenique do Cam com a Luce, achei romântico, fofo, e
quase desejei que a protagonista deixasse o Daniel de lado.
Românticas de plantão, como eu, suspiraram por Cam, E aí vem a
autora e nos surpreende com um final inimaginável (ao menos por
mim).
O romance entre Luce e Daniel só
funciona quando tudo é colocado às claras e isso só acontece bem
no final do livro. A parte em que Daniel explica para a Luce, pelo
menos um pouco sobre o que estava acontecendo me lembrou um poema de
Carlos Drummond de Andrade, quem quiser saber qual, leia AQUI.
Indico pra quem gosta de
sobrenaturais e esteja cansada de vampiros (ou não), para
simpatizantes e góticas iniciantes. Não indico para quem espera um
enredo mais detalhado entorno dos anjos e suas mitologias, por que
não tem quase nada, pelo menos nesse primeiro volume, autora poderia
ter inserido alguns estudos, tornaria mais interessante Quem sabe nos
próximos?
A
autora:
Lauren
Kate
é uma escritora americana de ficção adulta/jovem. Suas maiores
obras incluem The
Betrayal of Natalie Hargrovee a saga Fallen,
que chegou à terceira posição na lista de best-sellers do jornal
Tht
New York Times,
na seção infantis/jovens.
Spoiler
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